Rodrigo Domingues vê prognóstico preocupante, mas não perde esperanças (Divulgação)
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“É difícil, mas não vamos desistir não”. Com esta frase o médico veterinário Rodrigo Luiz Domingues resume o grave estado de saúde de um gatinho, macho com idade estimada em um ano, que ficou preso em uma tubulação de água.

Ele foi resgatado por uma equipe da Defesa Civil na última quarta-feira (24), depois que moradores de uma casa ouviram barulhos e perceberam a presença do animal dentro da tubulação.

O problema é que o local, que colhe a água de um ralo, é bastante estreito e tem cerca de um metro de profundidade. A suspeita é que o gatinho tenha ficado preso no cano por pelo menos dois dias.

Ao ser retirado, o bichano estava inconsciente e com quadro de hipotermia. Ele foi imediatamente acolhido pela Clínica Xodó, onde está internado. Ainda não se sabe quem seria o proprietário do gato.

“Ele ficou preso dentro desse cano por muito tempo, e por conta da água que passava sua temperatura corporal ficou muito baixa. Isso provoca diversos problemas, entre eles uma disfunção circulatória que acomete rins e outros órgãos”, explica Domingues.

De acordo com o veterinário, o gatinho está sob sistema de aquecimento e também chegou desidratado. “Creio que ele tenha ficado ao menos dois dias preso nessa tubulação por conta do estado em que ele chegou na clínica. Ele está respondendo ao tratamento, mas ainda é um caso que inspira bastante cuidados e o prognostico é bem preocupante”, destaca Domingues.

Defesa Civil conseguiu retirar gato de local com acesso bem complicado (Divulgação)
  • AUXÍLIO

A equipe da Defesa Civil que atuou na ocorrência foi composta pelo coordenador Romeu Job Souza e pelo agente Luís Mariano. “Fomos acionados pela moradora. Precisamos ser bastante persistentes, por foi muito difícil mesmo de retirá-lo. Certamente iria morrer lá dentro”, comentou Job.

Ele aproveitou também para agradecer a equipe da Clínica Xodó que sempre se mostra solidária e disposta a ajudar em ocorrências que envolvem resgates de animais, principalmente silvestres. “Prestam um serviço louvável. Nestes casos de animais domésticos sempre tentamos encontrar o proprietário, mas desta vez o caso era bem grave e ainda não for localizado o eventual tutor do bichinho”, finalizou.