Ônibus operaram normalmente em Itapira
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Ônibus operaram normalmente em Itapira
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Anunciada para ocorrer a partir desta segunda-feira (22) a greve dos motoristas da Viação Itajaí não saiu conforme o planejado pelo Sindicato dos Condutores de Mogi Guaçu. Segundo a entidade sindical, não houve adesão por parte da categoria, que teria sido pressionada pela empresa que explora o transporte coletivo em Itapira.

Representantes da entidade sindical se reuniram por volta das 3h30 da madrugada defronte à garagem da empresa, no Bairro dos Pinheiros, com o objetivo de deflagrar o movimento grevista. Apesar disso, os ônibus foram deixando o local e circularam normalmente ao longo do dia, frustrando as expectativas dos sindicalistas em paralisar pelo menos 70% da frota para pressionar a direção da Itajaí.

O ato tinha por objetivo forçar a empresa a negociar, com a categoria, o pagamento de gratificação pela função de cobrador, que vem sendo acumulada pelos motoristas. Há uma semana já houve uma paralisação parcial e momentânea dos motoristas na Estação Rodoviária, mas a empresa também não cedeu. A categoria também cobra um local mais adequado para fazer a conferência do caixa – atividade realizada, atualmente, em um guichê da Rodoviária que não oferece condições de segurança, segundo o sindicato.

O presidente da entidade, Gessy Alves de Oliveira, disse que a greve não vingou diante de ameaças da direção da empresa. “A Itajaí pressionou os motoristas, dizendo que seriam demitidos caso aderissem à greve”, comentou. Ainda assim, ele garantiu que uma parte dos ônibus ficou parada até por volta das 10h00. A Itajaí não confirmou. Segundo o sindicalista, uma nova investida será feita na tentativa de paralisar o serviço. “Vamos convocar outros sindicatos da região, pedir apoio e fazer uma mobilização mais completa”, informou, sem especificar qualquer data para que isso ocorra. “Ainda vamos agendar”, resumiu.

A concessionária não comentou a tentativa do sindicato em paralisar o serviço, e também não se manifestou sobre a acusação de que teria ameaçado os funcionários. Na semana passada, a concessionária informou que sua situação financeira era “caótica” e atribuiu isso ao que chama de “desequilíbrio econômico-financeiro” do contrato vigente com a Prefeitura.