Carteiros iniciaram adesão parcial ao movimento grevista (Paulo Bellini/Itapira News)
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Parte dos servidores que atuam no CDD (Centro de Distribuição Domiciliar) dos Correios em Itapira cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (3) em adesão ao movimento grevista desencadeado pela categoria em âmbito nacional.

A paralisação parcial ocorreu após intervenção de membros do Sintecas (Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Campinas e Região).

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O movimento grevista foi deflagrado no dia 17 de agosto e até então ainda não havia adesão local. Agora, a paralisação no município atinge cerca de 60% dos funcionários ativos do CDD.

“Viemos convidar o pessoal a aderir à greve, pois das cidades da região, aqui em Itapira ainda não tinha ninguém parado. No Centro de Distribuição, pelo menos sete dos atuais 12 servidores em atividade, sem contabilizar os servidores afastados por causa da pandemia, sete aceitaram aderir. Porém tivemos uma informação de que dois deles iriam retornar ao trabalho”, disse Mauro Aparecido Ramos, carteiro e diretor sindical.

Representantes de entidade sindical estiveram na cidade em busca de apoio à mobilização (Paulo Bellini/Itapira News)

O grupo composto por quatro sindicalistas também foi conversar com servidores que atuam na agência central dos Correios, na Praça Bernardino de Campos. Porém, até a publicação desta matéria, ainda não havia tido adesão no local.

A reportagem pediu um posicionamento dos Correios sobre a paralisação parcial em Itapira e os efeitos disso nas entregas de correspondências e encomendas e aguarda resposta.

  • GREVE

Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares, parte dos trabalhadores decidiu cruzar os braços em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas.

Os funcionários afirmam que a empresa é alvo de um processo de “sucateamento” para justificar a concessão à iniciativa privada e também cobram a manutenção do acordo coletivo com validade até 31 de julho do ano que vem.

A categoria também reivindica mais atenção, por parte da empresa, quanto aos riscos que o novo coronavírus representa para os empregados. A empresa rebate e diz que “têm preservado empregos, salários e todos os direitos previstos na CLT, bem como outros benefícios dos empregados”.