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A mobilização nacional dos funcionários dos Correios, que reivindicam melhores condições de trabalho, também provocou reflexos em Itapira. A paralisação parcial deflagrada na última quinta-feira (27) afetou 50% do contingente de profissionais que atuam no CDD (Centro de Distribuição Domiciliária) do município. Os atendimentos nas agências não foram afetados, segundo informado pela assessoria dos Correios.

A estatal também confirmou a paralisação de parte de seus funcionários em Itapira, mas não deu mais detalhes. A reportagem, contudo, apurou que ao menos sete carteiros aderiram ao movimento grevista. Hoje, o CDD de Itapira possui 14 carteiros ativos, mas o número necessário de profissionais conforme o atual índice populacional seria de, no mínimo, 19. Considerando férias e eventuais afastamentos, a distribuição das correspondências nos estabelecimentos e residências de Itapira costuma ser feita por uma média de 12 carteiros.

Uma nova assembleia deve ocorrer nesta terça-feira (2) para determinar se a mobilização continua ou não. Junto a fontes anônimas, a reportagem apurou que a entrega das correspondências deve ser a parte mais prejudicada com a paralisação. Se o número de carteiros pedestres já não é suficiente, gerando atrasos na chegada de boletos, por exemplo, com a paralisação a situação pode piorar nos próximos dias.

Já a distribuição de pacotes, geralmente feita por carteiros motorizados, deve ser menos afetada. Ainda assim, conforme apurou a reportagem, também poderão ocorrer atrasos. A possibilidade de privatização e demissões, o fechamento de agências e o chamado ‘desmonte fiscal’ da empresa pública, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a paralisação, conforme argumenta a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares).

A estatal afirma que teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e de R$ 2 bilhões no ano passado. Em dezembro de 2016 foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos. Já a Federação rebate, garantindo que a receita está crescendo. Além da mobilização pelo fortalecimento institucional dos Correios e universalização dos serviços, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, a contratação de novos funcionários, mais segurança nas agências, o retorno da entrega diária e o fim da suspensão de férias.

ATENDIMENTO

Em nota, os Correios dizem que a greve representa um “ato de irresponsabilidade” dos funcionários. “Apesar de a greve ser um direito do trabalhador, a empresa esclarece que está cumprindo todas as cláusulas do Acordo Coletivo vigente e que considera a paralisação, neste momento delicado pelo qual passam os Correios, um ato de irresponsabilidade, uma vez que está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores”.

A estatal também informou que está operando normalmente em todos os estados e que “a paralisação parcial não afeta o atendimento à população”. “As agências estão abertas em todas as regiões do país e serviços como Sedex e Banco Postal estão disponíveis. Somente os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje) estão suspensos”. Os Correios também afirmaram que o movimento grevista se concentra basicamente na área operacional. A empresa, contudo, não se manifesta sobre as reivindicações dos trabalhadores.