Camila realiza trabalho junto ao acervo da Casa Menotti (Divulgação)

O acervo da Casa Menotti del Picchia, situado no interior do Parque Juca Mulato, está passando por um processo de organização conduzido pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

A responsável pelo trabalho é a historiadora Camila Bueno Grejo, que desde março se debruça sobre os inúmeros itens disponíveis no local.

A etapa inicial, segundo a Prefeitura, envolve o reconhecimento de todo o arquivo, a higienização e a catalogação dos documentos. Depois disso, por meio de uma metodologia
específica, todo o acervo será separado e organizado de maneira adequada.

“Nesta primeira etapa já me deparei com diferentes tipos de documentos. Há cartas e anotações feitas pelo próprio autor e também há outros materiais que falam dele, como recortes de jornais e outras publicações”, contou a historiadora.

Camila também destaca a importância desse acervo para a história itapirense. “A história de Menotti é alvo de muitos estudos e todo esse acervo é muito valioso. Além disso, vimos aqui que em vários pontos a história de Menotti em Itapira se funde com outros personagens importantes de Itapira, como Jácomo Mandatto”, ressaltou.

Camila Bueno Grejo tem doutorado e mestrado em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e pós-doutorado pela USP. É professora em universidades em cursos de graduação e pós-graduação e no ensino básico em colégios particulares. Também é autora de livros e artigos científicos na área de história.

Itapirense, ela ficou fora do município por 18 anos retornou recentemente. “Esse contato com o arquivo de Menotti me permite contribuir com a história deste intelectual, unindo com a história de nossa cidade e também do Brasil”, afirmou.

Camila junto de parte da equipe da Secretaria de Cultura: organização (Divulgação)
  • PESQUISAS

O secretário municipal de Cultura e Turismo, César Lupinacci, e o diretor de Cultura Ezequiel Barel Filho comentaram que a procura de pesquisadores pelo acervo de Menotti é sempre grande, mas aumentou recentemente por causa da proximidade do Centenário da Semana da Arte Moderna de 1922.

“É uma data muito importante e o Menotti foi um dos protagonistas dessa semana. Nossa ideia é de promover atividades abertas ao público no ano que vem voltando para essa temática”, diz Lupinacci.

Barel também lembrou que o trabalho executado por Camila dá continuidade ao que havia sido iniciado por Maria Elizabeth Guiraldelli e posteriormente foi feito por Laís Marin de Campos, que de 2017 e 2019 atuou como curadora da Casa e atuava no manejo do acervo.

“Estamos também pesquisando por métodos de digitalização de acervo que tenham o melhor custo x benefício ao município para que esse acesso ao acervo seja facilitado”, concluiu o diretor.

Publicidade - Anuncie aqui