Caso terminou com morte de assassino após quase oito horas de negociações (Divulgação)
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Após mais de sete horas mantendo sua própria filha de apenas um ano e nove meses como refém e depois de ter assassinado, aparentemente a facadas, sua ex-companheira Larissa Carolina Bernardo, Marcos Roberto Parreira se matou com um tiro na boca.

Os acontecimentos que se desenrolariam por toda a noite e até o meio da madrugada começaram quando as unidades policiais receberam chamados dando conta de que o homem havia trancado a mulher em sua casa, na Rua Benedito Alves de Lima, no Istor Luppi, e logo em seguida teria executado ela.

Em seguida, ele fechou o portão, trancou as portas e permaneceu dentro do imóvel com o corpo e com a menininha, ameaçando matá-la também, caso a polícia invadisse. O local foi cercado por unidades da Polícia Militar e da GCM (Guarda Civil Municipal). Viaturas do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e da Defesa Civil também ficaram de prontidão.

Por volta das 23h00, o GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais) chegou e assumiu as negociações. Ainda assim, Parreira se mostrava irredutível. Foram pelo menos mais três horas de muita conversa até que, por volta das 2h00, ele liberou o ingresso de agentes funerários para a remoção do corpo de Larissa.

Arma utilizada no crime foi apreendida pela PM (Divulgação)

Contudo, ainda permaneceu com a filha sob a mira de uma garrucha de cano longo. As negociações continuaram até por volta das 3h45. Quando policiais do GATE começaram a invadir a casa, o homem se matou com um tiro na boca. A criança foi resgatada com um corte na mão e encaminhada a atendimento médico.

O HOMICÍDIO – A casa ainda está sendo periciada por equipes do IC (Instituto de Criminalística) de Mogi Guaçu. Os relatos iniciais dos policias informam que a mulher foi assassinada a facadas.

Ainda segundo informações, o pai de Parreira também teria permanecido algum tempo como refém do próprio filho juntamente da neta, sendo usado como escudo humano quando da chegada dos policiais. Ele foi liberado, ileso, momentos depois.

O histórico do autor do crime não é bom. Recentemente ele já teria agredido fisicamente a mulher, mas acabou não ficando preso em razão da legislação eleitoral – o caso teria ocorrido no dia da votação do 2º turno. No passado, também recaiu sobre ele a acusação de outro sequestro, de outra moça e também por várias horas, em um canavial.

O caso que mobilizou a polícia no Istor Luppi está sendo registrado no início desta manhã na Delegacia de Polícia de Itapira como feminicídio, cárcere privado e suicídio. A garrucha utilizada no crime foi apreendida. Os dois corpos foram removidos ao IML (Instituto Médico-Legal) de Mogi Guaçu para exames e posterior liberação aos familiares. Ainda não se sabe quais as motivações para o brutal crime, que agora será apurado pela Polícia Civil.