Aproximadamente cem pessoas participaram da solenidade tradicional no Gravi (Leo Santos)
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Aproximadamente cem pessoas participaram da solenidade tradicional no Gravi (Leo Santos)
Aproximadamente cem pessoas participaram da solenidade tradicional no Gravi (Leo Santos)

O monumento alusivo à Revolução Constitucionalista de 1932, no Morro do Gravi, voltou a abrigar homenagens à memória dos combatentes mortos durante o levante armado que teve início em 9 de julho daquele ano. O evento aconteceu na manhã de quarta-feira (09) no local que fica às margens da estada interna entre Itapira e Mogi Mirim.

A abertura foi feita às 09h00, com execução do Hino Nacional a cargo da Banda Lira Itapirense. Na sequencia, o prefeito José Natalino Paganini (PSDB) falou a cerca de uma centena de pessoas que acompanharam a solenidade e que receberam bandeirinhas nas cores da flâmula paulista. “Mais uma vez rendemos nossa homenagem aos combatentes de 1932, que merecem o reconhecimento interno”, disse. “A epopeia paulista, como nos acostumamos a chamar a Revolução de 1932, representa um exemplo de patriotismo, de integridade e de espírito democrático que deve permanecer por gerações e gerações”, continuou.

A cerimônia reuniu, entre o público, diversas professoras da rede municipal de Ensino, secretários municipais e vereadores. O capitão Antônio Marcos Sanches de Toledo, comandante da Polícia Militar em Itapira, também participou do evento. Presença ainda do presidente do Núcleo MMDC ‘Coronel Francisco Vieira’, Eric Lucian Apolinário. Além dele, também participaram da solenidade outros membros do órgão destinado à pesquisa e preservação da memória relativa à Revolução. “Agradeço muito ao Núcleo MMDC de Itapira por suas iniciativas para que se perpetue a memória de 1932”, disse o prefeito. O secretário municipal de Cultura e Turismo, Marcelo Dragone Iamarino, considerou “muito justa a homenagem na colina onde morreram muitas pessoas”, referindo-se ao fato de o Morro do Gravi ter sido palco de uma das mais sangrentas batalhas do conflito que tinha por objetivo derrubar o governo provisório de Getúlio Vargas e promulgar uma nova constituição brasileira.

Homenagem lembrou a importância do local na Revolução (Leo Santos)
Homenagem lembrou a importância do local na Revolução (Leo Santos)

O Grupo Escoteiro de Itapira também marcou presença na solenidade. O chefe da agremiação, Fernando Palmieri, fez uso da palavra e lembrou a participação dos escoteiros como auxiliares no atendimento a soldados feridos. “Essa homenagem é mais que justa. Participamos com muito orgulho desse ato aos heróis de 1932”, destacou. O pesquisador Rodrigo Ruiz falou em seguida e enfatizou a importância da homenagem a “todos aqueles que lutaram pelos ideais de liberdade, justiça e ordem”. Ele também leu uma poesia de sua autoria relativa à data.

Ao som do Toque do Silêncio, executado pelo músico Luis Fernando de Almeida, presidente da Banda Lira, uma coroa de flores foi depositada no monumento onde consta os nomes dos soldados mortos no Gravi. O evento durou aproximadamente de 35 minutos e foi encerrado com a execução, pela Banda Lira, da marcha ‘Paris-Belfort’, adotada como hino da Revolução Constitucionalista de 1932.

FILME

Na noite do mesmo dia também foi exibido o documentário ‘1932: Histórias de Uma Guerra’, longa-metragem com aproximadamente 90 minutos de duração que conta com cenas gravadas em Itapira, mais precisamente nas trincheiras de Eleutério, divisa com Minas Gerais.

O evento ocorreu no teatro do Instituto Américo Bairral, no São Vicente, com entrada franqueada pela doação de um quilo de alimento não perecível. Para o mês que vem, o Núcleo MMDC planeja uma exposição fotográfica inédita no município, que deve ocorrer por meio de uma parceria com o Instituto Moreira Salles. Os detalhes deverão ser divulgados brevemente.

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