Galdi enfrenta batalha para comprovar que não cometeu nenhuma infração em Mogi Guaçu (Itapira News)
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O aposentado Luís Hermínio Simões Galdi, de 88 anos de idade, recebeu uma multa de trânsito originada a partir de uma infração que não cometeu. A explicação está no fato de que as placas de seu carro, um Ford/Fiesta, foram furtadas defronte sua residência, na região central de Itapira.

O furto aconteceu em novembro do ano passado e a multa foi aplicada dias depois em um cruzamento das avenidas Trabalhadores e Emília Marchi Martini, em Mogi Guaçu. Em dezembro, a notificação chegou às mãos de Galdi.

Como o itapirense não esteve em Mogi Guaçu na data da infração por excesso de velocidade, a conclusão é obvia: as placas furtadas de seu veículo – DOT-0706 – estão rodando em outro carro.

O problema é que, mesmo com o boletim de ocorrência registrado no dia seguinte ao furto, na Delegacia de Polícia de Itapira, o recurso interposto pelo aposentado foi indeferido tanto pela Secretaria de Obras e Viação como pela JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações), ambos órgãos ligados à Prefeitura de Mogi Guaçu.

O veículo que aparece na fotografia registrada pelo radar também é um Fiesta, inclusive da mesma cor, prata, porém com diversos detalhes diferentes. A primeira negativa aos argumentos apresentados por Galdi ocorreu em janeiro. A segunda, em março. “Estive pessoalmente na Secretaria de Obras e Viação, falei com os funcionários e mostrei o boletim de ocorrência, mas nos dois indeferimentos não houve sequer menção ao fato das placas do meu carro terem sido furtadas. O boletim de ocorrência foi completamente ignorado”, comenta o aposentado.

O receio maior da vítima do furto – e agora também da multa indevida – é que algo mais grave aconteça envolvendo o veículo que está circulando com as placas subtraídas. “Meu carro estava estacionado em frente à minha casa quando furtaram as placas. Fizemos o boletim de ocorrência na manhã do dia seguinte quando percebemos o ocorrido. Eu também fiz mais um boletim por preservação de direito. Tudo para tentar provar à Prefeitura de Mogi Guaçu que não estou mentindo. Não é nem a minha palavra, são documentos oficiais da Polícia Civil”, acrescenta Galdi.

Questionada pelo Itapira News, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Mogi Guaçu disse que está analisando novamente o caso.

  • ESTADUAL

Indignado com o indeferimento dos recursos, agora o aposentado contratou um despachante para apresentar recurso diretamente ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito), na expectativa de ter a questão solucionada. “Resolvi procurar a imprensa também para ver se a Prefeitura de Mogi Guaçu leva em consideração o fato de eu ter sido vítima de um furto. Não é o meu carro que aparece na foto da multa, é outro carro, do mesmo modelo e cor, com alguns detalhes diferentes, e utilizado as placas que foram furtadas do meu veículo. Esse fato não pode ser simplesmente ignorado”, finaliza Galdi.