Câmera de posto gravou compra de gasolina em galão por homem que logo após seria vítima de homicídio (Reprodução)
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Imagens gravadas por uma câmera de segurança de um posto de combustível em Itapira e divulgadas na última sexta-feira (8) mostram os momentos finais da vida do comerciante Sérgio Barbosa de Oliveira Júnior, o Serginho, cruelmente assassinado na noite do dia 22 de dezembro.

Ele morreu depois de receber diversas facadas e ter o corpo incendiado ainda enquanto estava vivo. O brutal caso ganhou grande repercussão e chocou a cidade. Acusado de ser o autor do crime, seu sócio em uma pizzaria, Peterson Ricardo Rafael, o Bisqui, foi preso no início de janeiro após o SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil apontá-lo como o principal suspeito.

As cenas mostram Serginho chegando ao posto com seu carro, um Fiat/Mobbi, que depois do crime foi localizado abandonado e com um princípio de incêndio na área central da cidade. Ele desce do carro e conversa com um frentista. Depois, pega um galão e entrega ao funcionário do posto, que enche o vasilhame com gasolina.

Em seguida, Serginho entrega o galão ao passageiro do carro, que segundo a investigação seria Bisqui. O comerciante então retorna ao veículo e vai embora. Na última semana, a prisão temporária do acusado foi convertida em prisão preventiva. O rapaz de 38 anos que desde o dia 5 de janeiro estava preso em Itapira foi transferido para o presídio de Americana (SP). Ele continua negando a autoria do crime.

Segundo a Polícia Civil, ocupante do banco do passageiro é o acusado do crime (Reprodução)
  • O CRIME

No dia do crime, Serginho Barbosa foi socorrido em chamas por agentes da Intervias e levado ao Hospital Municipal com 98% do corpo queimado. Inicialmente, as equipes pensaram se tratar de uma tentativa de suicídio, mas durante o atendimento de emergência foram detectadas cerca de 20 perfurações feitas com faca na região cervical do corpo.

Policiais militares encontraram ao lado do empresário um celular e um galão com gasolina, com a boca chamuscada. O telefone era da vítima. Momentos depois, o carro de Barbosa foi localizado na região central do município, também com o banco do passageiro em chamas.

O fogo foi controlado pela Defesa Civil. Após o crime, Bisqui, sócio da vítima em um empreendimento comercial foi levado para prestar depoimento, mas acabou liberado, já que naquele momento não havia provas de seu envolvimento na morte do empresário. No dia 28 de dezembro sua prisão temporária foi decretada, mas ele somente foi localizado pela Polícia Civil no dia 5 de janeiro. Desde então, ele nega qualquer participação no crime.