Atividades seguem de mandeira adaptadas no Balangandã (Divulgação)

As restrições às atividades presenciais motivadas pela pandemia do novo coronavírus geraram impactos sociais em todas as pessoas, no mundo inteiro. E com as crianças, claro, não tem sido diferente.

A rotina de brincadeiras, escola, cursos e passeios deu lugar a um universo repleto de cuidados e distanciamento dos amiguinhos e dos espaços de uso coletivo.

Felizmente, a adequação de alguns espaços de acordo com as regras definidas pelas autoridades sanitárias vem devolvendo ao menos um pouco do convívio social entre as crianças, ainda quem com diversas restrições e com os necessários protocolos de segurança.

Nesse aspecto, a educação musical tem tido um papel relevante para proporcionar aos pequenos um pouco de interação com outras pessoas, além de mantê-los envolvidos em atividades que contribuem não só com o desenvolvimento cognitivo, mas também com os progressos sociais e emocionais.

“A música e a arte em geral exercem grande potencial no desenvolvimento humano, são muitas as áreas cerebrais ativadas, como a comunicação e linguagem, a memória, o sistema motor, auditivo, a concentração, a atenção e a criatividade”, detalha a psicóloga Talita Bressiani Jugni, que atua nas atividades de sensibilização musical voltadas a alunos com deficiência no Instituto Balangandã.

De acordo com ela, a educação musical “é uma forma de expressar sentimentos e emoções”. “E nesse momento de pandemia e isolamento social, a música tem sido uma grande aliada”, enfatiza.

Aulas de expressão corporal fazem parte da programação (Divulgação)

O educador de expressão corporal no Balangandã, Danilo Lopes, concorda e enfatiza que a educação da arte, de uma forma geral, tem um “poder transformador do ser humano”. “São atividades que trabalham com coisas que a sociedade de hoje acaba deixando de lado, como o uso da imaginação, o autoconhecimento, a coletividade e o respeito, por exemplo”, diz.

Para ele, o trabalho ligado à arte em um momento pandêmico representa desafios tanto para os alunos quanto para os professores. “Mas, realizar as atividades tanto no formato online ou no formato híbrido, que é o que o Balangandã oferece hoje tomando todos os cuidados necessários, e ver o sorriso de volta nos olhos dos alunos, a esperança em dias melhores e principalmente o aprendizado sendo adquirido, reforça o poder transformador da arte”, afirma.

  • SEGURANÇA

Para permitir o sistema híbrido, com atividades presenciais e também remotas, o Instituto Balangandã passou por uma série de adequações com o objetivo de cumprir rigorosamente todas as medidas de segurança contra o coronavírus.

Os espaços da sede são higienizados logo após cada atividade e há tapetes sanitizantes no acesso principal, bem como ponto para higienização das mãos na entrada e saída dos alunos.

Além disso, as salas de aulas são amplas, arejadas e distantes uma das outras, bem como as turmas foram reduzidas a, no máximo, seis crianças por aula. O uso de máscara, claro, é obrigatório por todos em todos os ambientes, bem como álcool em gel estão disponibilizados em diversos pontos.

“Dessa forma, mantemos um distanciamento ainda maior que o recomendado”, lembra a coordenadora artística do Instituto Balangandã, Letícia Fernandes. Ela destaca ainda que os pais aprovaram o sistema. “Há até relatos de pais que notaram regressão no aprendizado e no desenvolvimento de suas crianças e que pediram para que tivéssemos a opção de aulas presenciais, tudo de acordo com as normas da fase vigente, é claro”, diz.

Coordenador administrativo do Balangandã, Paulo Bazani lembra que o instituto também optou por manter parte das aulas em formato remoto. “Assim, os pais têm a possibilidade de que, neste momento, seus filhos façam as aulas apenas online ou intercalem no sistema híbrido. Ou seja, quem fez presencial em uma semana, na outra faz pela internet”, explica.

As atividades do Instituto Balangandã são dirigidas pela Progestcult – Gestão de Projetos e contam com o patrocínio das empresas Laboratório Cristália e Haes por meio do ProAC (Programa de Ação Cultural) do Governo de São Paulo, além do Bancoob (Banco Cooperativo do Brasil) por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal.

O Balangandã conta também com recursos da Lei Aldir Blanc para manutenção de espaços culturais independentes por meio do Edital 4/2020 da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Itapira. Mais detalhes sobre os projetos desenvolvidos podem ser consultados no site www.balanganda.art.br.

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