A Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Itapira ainda não foi notificada de maneira oficial por nenhum órgão a respeito de suposta circulação de nova variante do coronavírus na cidade.

A informação de que a nova linhagem brasileira estaria circulando em várias regiões, incluindo a de Itapira, foi divulgada na última terça-feira (26) por diversos órgãos de imprensa – incluindo a Agência Brasil, fonte pública de notícias ligada ao Governo Federal – com base em estudos publicados pela SBV (Sociedade Brasileira de Virologia).

“O município não foi notificado oficialmente e está em contato com a Regional de Saúde para obter mais informações”, informou a assessoria de comunicação da Prefeitura ao Itapira News.

“A respeito da notícia publicada por veículos de imprensa nacionais que foi identificada a variante P.4 do Coronavírus em Itapira, a Secretaria Municipal de Saúde esclarece que essa pesquisa foi encomendada pela Rede Corona-Ômica.BR-MCTU da Rede Vírus-MCTI e até o momento o município não recebeu nenhuma notificação oficial do órgão”, diz nota emitida pela administração.

“Em contato com o Departamento Regional de São João da Boa Vista, o município foi informado que por não se tratar de uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo não há mais informações sobre os resultados”, continua o texto.

A Secretaria Municipal de Saúde de Itapira também afirmou que “reforça seu compromisso com a transparência dos dados a respeito da pandemia no município e ressalta que fará a divulgação dos resultados quando os mesmos forem disponibilizados pelo órgão responsável pela pesquisa”.

  • VARIANTE

De acordo com a SBV, a variante apresenta a mutação L452R na proteína S do SARS-CoV-2. Ainda não há informações se a nova linhagem é mais transmissível ou mais letal que as demais.

Segundo a SBV, a nova variante também tem circulado na região das cidades paulistas de Mococa, Caconde, Porto Ferreira, Descalvado, Itirapina, Capão Bonito, São Miguel Arcanjo, Itapetininga, Iperó e Cesário Lange.

O estudo de identificação, fomentado pela Rede Corona-Ômica da RedeVírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi realizado pelo Instituto de Biotecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Botucatu; Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp de São José do Rio Preto e Laboratório de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Também participaram da pesquisa a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara e a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (USP), campus de Pirassununga.Pa

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