Saúde aguarda resultado de exames suspeitos de H1N1 (Ilustração)
Publicidade - Anuncie aqui também!
 Rosa e Josemary falaram sobre novo caso de óbito por H1N1 em Itapira
Rosa e Josemary falaram sobre novo caso de óbito por H1N1 em Itapira
Publicidade - Anuncie aqui

A Secretaria Municipal de Saúde de Itapira confirmou a primeira morte provocada pelo vírus H1N1 no município, neste ano. A vítima é um homem de 59 anos que residia na zona rural do município. Ele estava internado desde o dia 14 de abril no Hospital Municipal e o óbito ocorreu na última segunda-feira (2).

O exame que comprovou a causa da morte chegou nesta sexta-feira (6) e motivou a convocação de uma coletiva de imprensa a cargo da secretária municipal de Saúde, Rosa Ângela Iamarino, e da chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, Josemary Apolinário Cipola. “Ao ser internado, o paciente já estava com os sintomas há dois dias. Conforme indica o protocolo de atendimento, nós fizemos a coleta do exame e iniciamos o tratamento com o Tamiflu imediatamente”, afirmou a chefe da Divisão.

O homem estava entre os três casos apontados como suspeitos pela Secretaria de Saúde no mês passado. Os outros dois pacientes também ficaram internados, mas se recuperaram. Os resultados de seus exames ainda não chegaram. Em 2013, duas mortes por H1N1 foram registradas em Itapira – mesmo saldo do ano seguinte. Em 2015 não foram registradas mortes em decorrência da doença. A nova vítima, segundo informado na coletiva, possuía doença mental e comorbidades – como pneumonia e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). A família já foi comunicada das razões da morte.

De acordo com Rosa, o óbito não deve servir como motivo de pânico para a população. “As pessoas precisam se conscientizar que tomar a vacina é muito importante, e também adotar medidas de prevenção, lavar sempre as mãos, usar álcool gel, evitar levar as mãos ao nariz e à boca, enfim, tudo o que possa transmitir. O vírus é invisível e está circulando”, ponderou.

Josemary lembrou que o paciente começou a apresentar os sintomas no dia 12 de abril – dois dias antes de dar entrada no HM. “Não sabemos se ele já estava com a pneumonia, ou se isso foi decorrente, também, da H1N1”, frisou. O homem ainda não fazia parte do primeiro grupo prioritário da Campanha de Vacinação em andamento contra a Influenza, mas entraria no público alvo a partir da próxima semana. “A família não soube nos informar se ele já havia tomado a vacina ano passado”.

O primeiro lote de vacinas contra o vírus da Influeza, com 5.700 doses, se esgotou no dia inicial da Campanha de Vacinação, sábado (30). Novo lote, com a mesma quantidade, foi enviado ao município e começou a ser aplicado na quarta-feira (4), mas também se esgotou já na última quinta-feira (5). Segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde, o terceiro lote, agora com 7.500 doses, deverá chegar ao município na próxima segunda-feira (9). Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum.

O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde muito graves, que como no caso da paciente itapirense podem levar à morte. A doença ficou conhecida como Gripe Suína entre 2009 e 2010, quando mais de 200 países notificaram casos confirmados de H1N1, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Durante esse período, foram quase nove mil mortes em decorrência da doença. Em 2016, o surto chegou mais cedo ao Brasil e, só no Estado de São Paulo, em março, o número de pessoas doentes superou o número de casos em 2015 em todo o Brasil.