Itapira possui média superior a 2,5 mil raios por ano (Foto: Vagner Sanches/Divulgação)
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Um levantamento realizado pelo ELAT (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), aponta Itapira como a segunda cidade da microrregião com maior incidência de raios dentro de um índice apurado ao longo dos últimos sete anos.

Segundo o estudo, o município tem uma média de 4,936 descargas por quilômetro quadrado a cada ano, o equivalente a um total de 2,558 mil raios registrados por ano. No ranking que considera os dados de todos os municípios paulistas, o índice itapirense é o 293º.

Já na microrregião, a cidade é a segunda com maior número de descargas, atrás apenas de Mogi Guaçu (SP), que na média dos últimos sete anos teve 3,397 mil descargas/ano registradas. Mogi Mirim (SP) tem uma média de 2,5 mil raios contabilizados anualmente. E Estiva Gerbi (SP) aparece com 291 por ano, em média.

O índice de ocorrência de descargas elétricas atmosféricas nos municípios brasileiros leva em consideração as informações colhidas pelos técnicos do ELAT via uma rede de detecção que conta com sensores espalhados por todo o território das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

O sistema é conhecido por BrasilDataSet e opera como uma rede sensorial capaz de detectar com precisão o ponto de descarga e sua intensidade, oferecendo informações capazes de apontar a ocorrência por quilômetro quadrado e que resulta num índice anual tomando como base os apontamentos dos últimos sete anos. Em São Paulo, o município com maior incidência é São Caetano do Sul (SP), com índice 19,7.

Tempestade de raios é flagrada por fotógrafo em Itapira (Vagner Sanches/Divulgação)
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Estatisticamente, a chance uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, sendo em média menor do que uma para um milhão. Contudo, se a pessoa estiver numa área descampada sob uma tempestade forte, esta chance pode aumentar em até uma para um mil.

Entretanto, não é a incidência direta do raio a maior causadora de mortes e ferimentos, mas sim os efeitos indiretos associados a incidências próximas ou efeitos secundários dos raios que trazem risco. As descargas também provocam incêndios e queda de linhas de energia.

Em razão disso, alguns cuidados devem ser tomados a assim que as condições atmosféricas derem os primeiros sinais de que as descargas começarão ser mais intensas. O principal deles é evitar áreas descampadas. Mas caso isso não seja possível, a recomendação buscar abrigo em alguma edificação ou um carro, por exemplo. Dentro de casa, a recomendação é para evitar se aproximar de tomadas, utilizar o telefone e manusear equipamentos ligados à rede elétrica.