Plínio tinha 92 anos (Divulgação)
Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

Responsável direto pela criação do Museu Histórico e Pedagógico de Itapira – ‘Comendador Virgolino de Oliveira’, o escritor, memorialista e servidor público estadual aposentado Plínio Magalhães da Cunha morreu nesta quinta-feira (9) aos 92 anos de idade.

Ele foi vitimado por um infarto fulminante. Seu corpo foi sepultado no final da tarde no Cemitério Municipal da Saudade. Ele era viúvo de Maria Carmelita La Farina da Cunha e deixou a filha Marcia Carmelita.

Mantenha-se bem informado: curta nossa página no Facebook, siga-nos no Instagram e também pelo Twitter

Segundo apurado pela reportagem, Plínio morreu em um momento em que fazia o que mais gostava: conversando sobre a história de Itapira com um médico na clínica de repouso em que estava.

História, por sinal, que conhecia tão bem. Nascido no Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1927, era filho do médico João Pereira da Cunha e da professora Celita Magalhães da Cunha.

Estudou no então Grupo Escolar ‘Dr. Júlio Mesquita’ e no Ginásio do Estado. Depois estudou em Campinas, no Colégio ‘Cesáreo Mota’, e fez até o terceiro ano da Faculdade de Direito do Largo São Francisco em São Paulo.

Entre os anos de 1949 e 1972 trabalhou no Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo. Iniciou sua carreira como escriturário, foi chefe de Seção do Expediente e diretor do Departamento.

Voltou para Itapira em 1972, quando implantou o Museu Histórico e Pedagógico. Escreveu por cerca de 30 anos para o extinto jornal Cidade de Itapira e, ao longo da última década e meia, assinava a coluna ‘Tempos Saudosos’ do jornal Tribuna de Itapira.

Também mantinha um blog com o mesmo título na internet. Ainda em São Paulo, também foi revisor do Diário de São Paulo e fundou o suplemento ‘4 Cantos’, que circulava aos domingos, que focava a história dos bairros da capital paulista.

Também atuou na TV Tupi (Canal 4), participando de programas educativos e do ‘Pregão Imobiliário’. Fez diversos cursos de museologia na USP (Universidade de São Paulo) e no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Em 1989 foi condecorado com o Diploma e Medalha ‘Coronel Francisco Lourenço Cintra’, conferido pela Câmara Municipal de Itapira, pelos relevantes serviços prestados na área cultural e pela preservação da memória itapirense.

Antes disso, em 1976, também recebeu o ‘Mérito Cívico 23 de Maio de 1932’ na Câmara Municipal de Jacareí e, em 1970, o diploma pela participação no Sesquicentenário de Itapira, em 1970.