Zé se tornou personalidade conhecida na Praça Bernardino de Campos (Itapira News/Arquivo)
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O cachorrinho Zé, também conhecido por muitos como Chico, morreu na última quarta-feira (18), após mais de 18 anos circulando quase que diariamente pela Praça Bernardino de Campos, na região central da cidade.

Zé era um cão sem raça definida, de pelagem branca, preta e marrom, que em 2005 surgiu no local e passou a ser acolhido e receber cuidados do pessoal do Bar e Café Kashiba, localizado no piso inferior da praça.

“Ficamos quatro anos cuidando dele aqui na praça, depois passamos a levá-lo para casa, mas todos os dias ele vinha trabalhar conosco”, conta Sandra Margarete de Oliveira Kashiba.

Zé em seus primeiros anos na Praça (Divulgação)

Ao longo de quase 20 anos de presença constante no centro da cidade, Zé acumulou histórias diversas e marcou a vida de muitas pessoas. “Ele foi um cachorro muito querido, participou de procissões, missas e até saiu em fotos de álbuns de casamento”, recorda Margarete.

Em 2013, inclusive, ele também apareceu no vídeo especial que anunciou o lançamento do portal Itapira News, publicado no dia 10 de outubro daquele ano.

Durante todos os anos em que ‘batia ponto’ na pastelaria, o cãozinho conquistou o coração dos clientes, que sempre o trataram com muito carinho e respeito. “Ele tinha a própria rotina, no final de semana por exemplo ele gostava de ficar no Parque Juca Mulato com a criançada, no final do dia, íamos buscá-lo”, conta Margarete.

Conforme a idade foi avançando, Zé começou a ficar mais lento. Em 2018, também acabou sendo atropelado, passando a ir menos à praça. “Há cerca de dois anos, decidimos que era melhor não trazê-lo mais”, lembra a comerciante.

Com isso, Zé passou a ficar integralmente na chácara em que vivia. Foi há cerca de dois meses que o peso da idade começou a chegar de vez. “Ele tinha uma saúde de ferro, mas já estava com mais de 20 anos pelo que calculamos, pois quando começamos a tratar dele ele já era um cachorro adulto”.

As idas ao veterinário, na Clínica Xodó, se tornaram mais frequentes, e Zé, que nunca gostou de ficar fechado, passou mais tempo internado na clínica do que em casa. “Ele parou de se alimentar, de tomar água e agora nos deixou, mas foi descansar”.

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