Rosa Iamarino e Josimary Cipola concederam entrevista
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Rosa Iamarino e Josimary Cipola concederam entrevista
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A Secretaria Municipal de Saúde e a Divisão de Vigilância Epidemiológica de Itapira confirmaram, na tarde desta quarta-feira (8), o primeiro caso de chikungunya neste ano na cidade. O paciente é um jovem de 21 anos que apresentou os sintomas no início de janeiro e permaneceu internado durante quatro dias na Santa Casa da Misericórdia.

O resultado positivo dos exames, contudo, só chegou agora. O paciente já está restabelecido e os sintomas não chegaram a se apresentar com gravidade. O caso, segundo informado pelas autoridades, é autóctone, ou seja, o vírus foi contraído no próprio município.

Os exames iniciais, na época em que o paciente ficou doente, não foram conclusivos. Um deles, inclusive, chegou a dar positivo para a dengue, mas os sintomas não batiam e o município resolveu enviar amostras também para o Instituto Adolfo Lutz.

Em 2015, Itapira registrou dois casos de chikungunya. No ano passado, não foi confirmado nenhum. O anúncio da nova contaminação foi feito pela secretária municipal de Saúde, Rosa Ângela Iamarino, e pela chefe da Vigilância, Josemary Apolinário Cipola. De acordo com Rosa, a suspeita é que o paciente tenha contraído o vírus no final de dezembro ou no início de janeiro. “Os sintomas apareceram no dia 4 de janeiro, mas não foram sintomas graves como costuma ocorrer na versão clássica da doença. Ele teve dores nas articulações, mas não ficou muito debilitado, e inclusive já voltou a trabalhar”, comentou a secretária.

De acordo com Josimary, antes mesmo da confirmação, a área de residência do jovem – na região da Vila Pereira – já passou por nebulização e bloqueio contra os criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença. Agora, diante da confirmação, o trabalho será intensificado, inclusive com busca ativa de pessoas que eventualmente também estejam ou tenham apresentado sintomas da doença. “Até então, o vírus não estava circulando na cidade, agora, se esse paciente teve, outras pessoas também podem ter caso tenham sido picadas também. É possível que comecem a surgir outros casos”, explicou.

Segundo a chefe da Vigilância, nas primeiras ações na área de moradia do paciente já foram encontradas larvas do mosquito. Por isso, ela reforçou o apelo para que a população colabore na eliminação dos criadouros. “Nessas primeiras ações que fizemos já encontramos muitas larvas na quadra em que o paciente reside e nas áreas vizinhas. Infelizmente, mesmo depois de termos vivido aquela epidemia, a população ainda deixa muito a desejar. Temos que evitar o surgimento de criadouros, pois sem o mosquito não há a transmissão da chikungunya e de outras doenças como a zika, a dengue até a febre amarela urbana”, alertou.