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Um aumento expressivo de casos envolvendo golpes e tentativas de fraudes por meio do aplicativo WhatsApp vem sendo verificado em Itapira.

Na maior parte das vezes, os estelionatários fazem perfis falsos utilizando as mesmas informações de perfis reais, replicando a foto, nome e até mensagens de status das vítimas

De alguma maneira, eles conseguem acesso aos contatos da pessoa que teve o perfil ‘clonado ‘ e enviam mensagens solicitando transferências monetárias.

Para justificar o número diferente, dizem que o telefone deu problema ou que mesmo foi perdido e, se fazendo passar pela vítima, pedem ajuda para pagar alguma coisa.

Nem todos caem no golpe, mas há quem acabe não percebendo que não se trata da pessoa com a qual pensa que está falando e efetua transferências. Caso de um empresário que recentemente transferiu cerca de R$ 1 mil via PIX para uma pessoa desconhecida que se fez passar por seu irmão.

“Recebi uma mensagem e tinha a foto e o nome dele. Disse para gravar o contato que era seu novo número. Depois me disse que precisava pagar uma conta e me pediu o dinheiro emprestado e que me devolveria no dia seguinte. Na correria acabei fazendo a transferência. Depois falei com ele pessoalmente e ele me disse que não tinha me mandado nada. Caí no golpe”, conta na condição de sigilo.

Nas últimas três semanas, ao menos 10 casos semelhantes foram relatados em redes sociais, com prejuízos que variaram entre pequenas quantias até valores mais expressivos. Pelo menos mais uma dezena de publicações alertaram para mensagens que se faziam passar por elas e pedindo para não fazer qualquer transação.

  • DELEGADO ORIENTA

O delegato titular Anderson Cassimiro de Lima confirmou que esse tipo de ocorrência vem crescendo na cidade. “A situação do estelionato não é novidade, mas esse pessoal vem se reinventando a todo momento e, com as redes sociais, isso tomou uma dimensão muito grande”, enfatizou.

De acordo com ele, outros registros comuns são referentes à clonagem de páginas do Facebook e Instagram, utilizando os dados da vítima, geralmente, para venda de objetos.

“Quando é clonagem de WhatsApp, o pessoal pede empréstimos de valores. Essas ocorrências tem acontecido sim com muita frequência”, confirmou. 

De acordo com ele, a orientação às vítimas é basicamente a mesma: evitar passar dados pessoais a desconhecidos, não clicar em links suspeitos, sempre consultar o familiar ou amigo por outros meios para confirmar se é realmente a pessoa que está enviando um suposto pedido de ajuda, entre outras ações que podem garantir a própria segurança digital.

Dr. Anderson Lima é delegado titular em Itapira (ItapiraNews/Arquivo)

“As investigações desse tipo de situação são bastante difíceis porque demanda tempo e tecnologia. São quadrilhas especializadas e que não necessariamente estão situadas no Estado de São Paulo. A maioria das transferências ocorrem para outras unidades da federação e geralmente utilizando contas de terceiros que também são vítimas de golpe, o que torna o trabalho de investigação bastante complicado”, explica o delegado.

“Além disso, quando a investigação chega no autor, o que se consegue trabalhar é a prisão, mas efetivamente o prejuízo da vítima ficou lá atrás e dificilmente vai haver o ressarcimento”.

Para o delegado, esse tipo de situação necessita de uma “adequação da população os novos tempos”. “As pessoas ainda abrem muito suas vidas nas redes, muitas informações são expostas. E todo mundo tem o telefone na mão hoje em dia e há diversas maneiras de se comunicar Antes de fazer uma transferência, antes de se fechar um negócio, antes de realizar qualquer transação, principalmente pelo PIX que é automático, é importante checar, ligar, conversar diretamente com a pessoa Nos casos do crime de estelionato, a prevenção é sem dúvida nenhuma a maior arma para que as vítimas não tenham não tenham prejuízo”, diz Lima.

O delegado também alerta que é preciso desconfiar de propostas que parecem vantajosas demais. “Na maioria dos casos que a gente conversa com as vítimas elas falam que se tivessem parado um pouco para pensar, dado um passao atrás e avaliado melhor a situação não havia caído no golpe. Então é necessário ter essa atenção a mais”, finaliza.

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