Lucas Jacintho: estudante itapirense está na USP e pode ir a Harvard em 2019 (Divulgação)
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O estudante itapirense Lucas Cauê Jacintho, de 22 anos, está diante de um grande desafio. Ele foi aceito em um programa de pesquisa científica que desenvolve estudos de erradicação da AIDS na Harvard Medical School, mais precisamente na equipe do professor Daniel Kuritzkes, considerado um dos maiores investigadores no mundo que buscam a cura do HIV.

O estudante poderá passar até um ano trabalhando no projeto abrigado no Departamento de Moléstias Infecciosas da Harvard, uma das mais prestigiadas e concorridas universidades do mundo, situada em Cambridge, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Atualmente, Jacinho cursa o segundo ano de Medicina na USP (Universidade de São Paulo) – depois de já ter feito dois anos de Engenharia Química na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O sonho de entender e estudar a natureza, o meio-ambiente e os motivos pelos quais as coisas acontecem já acompanha o estudante desde a infância.

“Cresci em uma cidade pequena, e por um bom tempo no campo, o que me fez ter uma relação ímpar com o meio-ambiente e ter o desejo de ser um cientista. Na escola, sempre fui um bom aluno, sempre esforçado, e passei a admirar as ciências biológicas e as ciências exatas. Em um primeiro momento, optei por seguir carreira na Engenharia Química. Mas, mesmo tendo realizado meu sonho de ter passado em uma das melhores universidades de Engenharia, percebi que não me sentia completo e o meu desejo por fazer ciência não estava sendo alimentado. Com muita angústia, vi que teria que abandonar o curso e fazer Medicina”, conta o estudante.

Lucas Jacintho em foto junto ao busto do médico Arnaldo Vieira de Carvalho, fundador da Faculdade de Medicina da USP (Divulgação)

Por conta da crise, envolto em dificuldades financeiras, Lucas Jacintho passou o ano de 2016 estudando em casa. Chegou a ganhar bolsa de estudos, mas não tinha dinheiro nem mesmo para o transporte. A recompensa pelo esforço veio em fevereiro de 2017, quando seu nome surgiu na lista de aprovados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Tão logo ingressou na USP, o itapirense se interessou pelo Programa de Iniciação Científica e foi aceito para trabalhar no laboratório do professor Esper George Kallás – um dos maiores infectologistas do país, autoridade na luta contra o HIV e também conhecido pela estreita relação com o médico Dráuzio Varella, a quem ajudou a se curar da febre amarela.

“Antes mesmo das aulas começarem, passei a atuar no laboratório do Dr. Esper. Comecei em março de 2017 e atuo em projetos de imunologia de doenças infecciosas, principalmente dengue, zika, febre amarela e AIDS”, conta Jacintho. Segundo ele, o incentivo do professor e orientador também foi fundamental na conquista da oportunidade de seguir para a Harvard Medical School.  “Esse projeto, além da oportunidade de conhecer como se realiza pesquisa e educação em uma das mais prestigiadas universidades do mundo, me permitirá abrir novas perspectivas de esforços que vou trazer para o Brasil para realizar projetos de grande relevância para a ciência e saúde, além de dar prosseguimento na carreira de cientista”, destaca.

  • CAMPANHA

Porém, o embarque do estudante itapirense rumo aos Estados Unidos esbarra na questão econômica. O orçamento estimado para sua permanência de um ano em Harvard, incluindo passagens aéreas, alimentação, transportes e despesas domésticas e eventuais chega a quase US$ 17 mil. Convertido em reais, pela cotação atua do dólar, o jovem precisa de nada menos que R$ 62.815,00.

Os valores também incluem a taxa administrativa do Catarse, uma plataforma online de financiamento coletivo escolhida pelo estudante para tentar angariar os recursos. Qualquer valor a partir de R$ 10 é muito bem vindo e pode ser bastante importante para ajudar o futuro médico. Há ainda opções de valores já definidos que incluem recompensas e variam entre R$ 50 a mais de R$ 500.

Carta de Aceite do jovem no projeto em Harvard (Reprodução)

Além disso, os interessados também podem contribuir com doações diretamente nas contas do estudante, evitando-se assim o pagamento de taxas ao serviço. Para doar pela plataforma online, acesse a campanha aqui. Já via depósito bancário, basta usar um dos seguintes bancos: Santander (Agência 0332 – Conta Corrente 01.027722.5 em nome de Lucas Cauê Jacintho – CPF 455.991.008-12) ou Banco do Brasil (Agência: 171-6 – Conta Corrente 44411-1 em nome de Lucas Cauê Jacintho – CPF: 455.991.008-12).