Grupo Virgolino de Oliveira tenta se recuperar (Paulo Bellini/Itapira News)

O GVO (Grupo Virgolino de Oliveira), detentor da Usina Nossa Senhora Aparecida em Itapira, teve aceito pela Justiça seu pedido de recuperação judicial.

Com isso, a empresa dos Ruete de Oliveira tenta evitar a falência – foram três pedidos solicitados por credores de janeiro de 2020 até agora.

Com a decisão da Justiça em aceitar o pedido da companhia sucroalcooleira para que possa tentar seguir com suas operações e renegociar as dívidas, o GVO agora tem prazo improrrogável de 60 dias para apresentar o Plano de Recuperação Judicial acompanhado de laudo de viabilidade econômica.

Caso isso não ocorra dentro do prazo, a Justiça poderá convocar a Recuperação Judicial em Falência. Uma empresa especializada em processos de recuperação judicial com sede em Campinas (SP) foi nomeada como administradora judicial da GVO.

A Usina Nossa Senhora Aparecida em Itapira (Paulo Bellini/Itapira News)

O pedido para a recuperação foi aceito pelo juiz Felipe Ferreira Pimenta, da 1ª Vara de Santa Adélia (SP). Segundo informado pela companhia, as dívidas chegam hoje ao montante de R$ 2,5 bilhões – mas há quem estime que o valor seja ainda maior.

O GVO possui quatro unidades: Catanduva, Itapira, José Bonifácio e Monções, bem como outras empresas e participações. A Justiça também concedeu a consolidação substancial de das dívidas de todas essas empresas, além dos produtores rurais e membros da família.

A decisão judicial acaba por frustrar a expectativa de ex-funcionários que ingressaram com ações na Justiça para receber direitos trabalhistas devidos pela empresa. Havia a expectativa que um montante de quase R$ 80 milhões bloqueado pela Justiça do Trabalho fosse liberado para pagamento das indenizações.

Agora, caso o plano de recuperação seja aprovado, a empresa poderá novamente ter acesso aos valores para retomar as atividades econômicas e dar andamento na safra.

De qualquer forma, segundo um advogado ouvido pela reportagem, tudo ainda dependerá do que será apresentado no plano de recuperação, bem como se ele será aceito pelos credores e, por fim, se a empresa de fato conseguirá evitar a falência.

“Por enquanto, aos trabalhadores que aguardam para receber seus direitos, o que resta é aguardar esse prazo para ter novas informações”, disse.

Publicidade - Anuncie aqui