Reintegração ocorreu de forma pacífica (Divulgação/SSP)

Reintegração ocorreu de forma pacífica (Divulgação/SSP)A Justiça cumpriu na manhã desta terça-feira (12) ordem do desembargador Xavier de Aquino, do 1º Grupo de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, para desocupar a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no Campus Butantã, ocupada desde o dia 1º de outubro por estudantes.

A reintegração aconteceu pacificamente, sem resistência dos alunos, e teve o apoio da Polícia Militar.

A decisão pela reintegração de posse foi dada no último dia 4 de novembro, a pedido da própria universidade. Para auxiliar o cumprimento da decisão judicial, policiais dos 2º e 3º Batalhões de Choque chegaram ao local por volta das 5h30. Segundo levantamento dos policiais, cerca de 30 estudantes se revezavam no prédio nos últimos dias.

Os universitários deixaram a reitoria pouco antes da chegada dos policiais. Porém, dois estudantes, de 23 e 27 anos, que saíam do prédio, foram detidos e encaminhados ao 93º Distrito Policial (Jaguaré), onde a ocorrência será registrada.

O local apresentava sinais de danos ao patrimônio público, depredações, pichações e funcionários da universidade apontaram que alguns equipamentos foram furtados.  Peritos do Instituto de Criminalística realizaram perícia no prédio.

No pedido que fez à Justiça para que a reitoria fosse desocupada, a USP citou destruição do patrimônio como depredações, quebra de vidraças, além de bloqueio de vias de acesso ao campus e até a participação de grupos de vândalos entre os ocupantes.

O desembargador Xavier de Aquino concedeu a liminar para que os “alunos e pseudoalunos” abandonassem imediatamente a reitoria. “Trata-se de caso extremamente grave que vem atrapalhando o bom andamento da Universidade de São Paulo, uma vez que seus agentes estão sendo obrigados a despachar em outro endereço dentro do campus, pois existem alunos ordeiros que não pertencem a este grupo, e pretendem ter continuidade nos seus dias letivos”, afirmou o desembargador, autorizando o uso da força policial caso fosse necessário.

Diversas reuniões entre os representantes dos estudantes e da reitoria foram realizadas desde o início da ocupação e mesmo após a ordem de reintegração. Em assembleia realizada na última quarta-feira (6), porém, os estudantes decidiram permanecer no prédio.

Publicidade - Anuncie aqui