Ladrão finge ser padre
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Um falso padre está agindo em Itapira para promover roubos contra residências de idosos. Fingindo ser um líder religioso, ele se aproveita da ingenuidade – e da boa fé, literalmente – de suas vítimas, para conseguir acesso ao interior das casas, com a premissa de que irá benzer os lares, e aproveita para cometer o crime.

A Polícia Civil já registrou dois casos nas últimas semanas, sendo o primeiro deles no dia 23 de janeiro e, o segundo, nesta segunda-feira (10). Nas duas situações, o ladrão se fez passar por padre católico para convencer as vítimas a lhe entregar bens – sendo que, no caso mais recente, ele roubou R$ 3 mil.

A vítima foi uma aposentada de 79 anos, residente na região central de Itapira. Segundo o registro da polícia, o homem aparentando ter 35 anos, vestindo calça e camiseta, chegou na residência por volta das 10h00. Ele se identificou, afirmando que era pároco de uma igreja católica, situada também na região central, e disse que iria abençoar a residência, bem como os remédios e o dinheiro da vítima.

Sem desconfiar, a idosa convidou o suposto padre pra entrar, e lhe entregou, na sala, os medicamentos e os R$ 3 mil. O falso padre, então, pediu que ela buscasse dois copos de água, que também seriam abençoados. Enquanto a aposentada atendia ao pedido, o ladrão aproveitou para fugir, com o dinheiro, sem deixar vestígios.

Já no primeiro caso registrado, no final de janeiro, a vítima foi um homem de 84 anos, morador na Vila Pereira. Segundo o boletim de ocorrência, um homem branco, de aproximadamente 1,70 metro de altura e de cabelos curtos chegou à residência por volta das 17h50 e afirmou ser “padre da diocese”.

Ele disse que a irmã da vítima havia pedido a ele que fosse até a casa da vítima, e solicitou que o homem entregasse uma corrente, com pingente, e um anel, que seriam abençoados. Também solicitou dinheiro – R$ 100,00 – e pediu um copo d’água, aproveitando pra fugir com os pertences e o dinheiro enquanto a vítima ia até a cozinha.

Neste caso, a vítima acionou a Polícia Militar. Já a aposentada, ao descobrir o golpe, se deslocou até a Delegacia de Polícia. Os dois casos foram registrados como estelionato.