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O caso envolvendo a morte de uma bebê recém-nascida no Hospital Municipal de Itapira pode ter sofrido uma reviravolta nesta quinta-feira (14), com a divulgação do laudo necroscópico.

Quase 10 dias após o ocorrido, que ganhou grande repercussão na mídia e nas redes sociais, o pai da criança divulgou um vídeo no qual pede “perdão” à médica responsável pelo parto, que foi acusada de negligência média.

O caso se tornou público e resultou em grande polêmica nos últimos dias. Segundo os pais da criança, logo após o parto a médica teria batido a cabeça da bebê em uma mesa de instrumentos cirúrgicos.

Depois, a menina foi levada para uma área isolada, sendo colocada na incubadora, onde faleceu após uma hora. O casal de adolescentes – a mãe de 15 anos e o pai de 18 – também afirmaram que na ocasião ninguém no Hospital Municipal apontou o motivo da morte da criança.

No vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira, contudo, Matheus Vinicius Nóbrega da Silva também pediu “perdão” ao Hospital Municipal. “O que eu postei não foi o que saiu no laudo, o que eu postei foi o que eu vi, mas infelizmente isso não foi a causa da morte”, disse.

No documento, a causa imediata da morte é apontada como anoxia perinatal, ou seja, ausência ou diminuição de oxigênio no cérebro durante o nascimento. Além disso, o Relatório de Autópsia Definitiva do Serviço de Verificação de Óbitos de Mococa (SP) aponta ainda a presença de hipoplasia pulmonar direita, hérnia diafragmática direita congênita, sífilis congênita e insuficiência placentária.

O laudo também diz que a menina estava com “cabeça e pescoço com modelagem íntegros, fontanelas normais, sem abaulamentos, sem afundamentos, sem equimoses ou hematomas. Ausência de anormalidades faciais, pescoço com formato e comprimento normais”.

  • DESESPERO

Ainda nas redes sociais, nesta quinta-feira, o pai da bebê escreveu que publicou um “desabafo na hora do desespero”.

“Não sabíamos o que estava havendo com a nossa filha e ninguém nos dizia nada, mas pelo laudo não foi culpa da médica (…) nenhuma crítica vai trazer nossa princesa de volta”, publicou. A reação dos internautas também se dividiu, com muitas pessoas se solidarizando com a situação de uma forma geral, enquanto outras se concentraram nos debates com acusações e defesas da médica e do Hospital.

  • INVESTIGAÇÃO

Na semana do ocorrido, a Polícia Civil de Itapira informou que aguardava a chegada do laudo para decidir pela abertura ou não do inquérito. A reportagem tenta contato com o delegado titular, Anderson Cassimiro de Lima, para apurar quais os procedimentos a partir de agora.

A Secretaria Municipal de Saúde também disse estar “empenhada em elucidar as dúvidas em relação ao atendimento prestado durante a internação”. Antes da internação para o parto, o casal já havia ido ao Pronto Socorro, tendo sido dispensado sob a alegação de que as dores sentidas pela então gestante eram por “contrações de treinamento”.

Em casa, ainda segundo os relatos do pai, a adolescente voltou a sentir dores fortes, teve sangramento e falta de ar, com o casal retornando ao Hospital Municipal. A mesma médica informou então que a dilatação estava em aproximadamente sete centímetros e que seria feito o parto.

A mãe da criança estava com oito meses e seis dias de gestação. A morte da menina que se chamaria Alice Emanuely ocorreu momentos após o parto e um boletim de ocorrência por morte suspeita foi registrado. A reportagem do Itapira News solicitou entrevista com a médica responsável pelo parto e aguarda resposta da assessoria da Prefeitura.

CONFIRA A ÍNTEGRA DO LAUDO