Policiais acompanharam ato de protesto contra abastecimento
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Um grupo de manifestantes bloqueou momentaneamente o acesso a um posto de combustíveis na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Francisco Glicério na noite da última terça-feira (30).

Apoiadores dos caminhoneiros grevistas que estão parados nas estradas do país, eles afirmaram à reportagem que não concordam com motoristas de carros e motociclistas que estavam indo abastecer seus veículos nos locais que foram reabastecidos.

O grupo chegou ao estabelecimento por volta das 19h20 e fez um cordão humano ao redor do posto, impedindo a entrada dos carros. A Polícia Militar foi chamada e orientou os manifestantes a se desmobilizarem, já que tal prática não era permitida por ferir o direito de ir e vir.

O grupo concordou e liberou o acesso ao posto, mas ainda assim permaneceu nas imediações pressionando os motoristas e tentando convencê-los a não abastecer. “Correr para o posto pra abastecer neste preço é tudo o que o governo quer. Os caminhoneiros estão há 10 dias nas estradas lutando por todos do país, e essas pessoas não se unem para ajudar nesta luta”, criticou um integrante do movimento.

Houve momentos de tensão e, segundo o grupo, uma manifestante chegou a ser agredida com um cone de sinalização do próprio posto por um motorista. Outras viaturas da Polícia Militar e da GCM (Guarda Civil Municipal) acompanharam o ato.

O protesto avançou até por volta das 22h00, quando começou a dispersão. Os manifestantes, contudo, prometeram novas ações para esta quarta-feira (30), no mesmo local e em outros postos da cidade. A crise gerada pelo desabastecimento continua. A Prefeitura decretou situação de emergência e há suspensão de serviços de transporte escolar. A paralisação dos caminhoneiros prossegue em todo o país.