Polícia Militar precisou ser chamada durante tumulto no Pronto Socorro do Hospital Municipal (Divulgação)
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Um tumulto ocorrido no Pronto Socorro do Hospital Municipal de Itapira em razão da superlotação e consequente lentidão no atendimento virou caso de polícia na noite da última segunda-feira (10).

Diversos pacientes se revoltaram com o tempo de espera e gravaram vídeos que mostram a sala de espera cheia e pessoas aguardando também na área externa do prédio.

A Prefeitura disse que o tempo médio de espera dos pacientes era de aproximadamente cinco horas em razão do alto fluxo de atendimento no Pronto Socorro, incluindo situações de emergência.

Em outro vídeo divulgado nas redes sociais, um médico aparece tentando ir embora, enquanto alguns homens acusam o profissional de estar drogado – mas não houve qualquer comprovação disso.

“Não procede, a equipe que estava acompanhando não notou qualquer alteração, e não tem nenhuma acusação formal. Acho isso um absurdo, falar algo assim sem provar. Não há qualquer tipo de informação em relação a isso. Isso foi um ataque indiscriminado a um profissional com um excesso de demanda”, rebateu o secretário municipal de Saúde, Vladen Vieira.

Indignado, ele disse que o relatório técnico da equipe de Enfermagem não fez qualquer menção a esse tema e considerou a hipótese, até mesmo, de ação política por trás desse episódio.

“Quem fez essa acusação deve ir à Delegacia de Polícia e fazer a acusação formal. Ele atendeu normalmente em Itapira ao longo de cinco horas, ninguém sobre efeito de álcool ou drogas conseguiria fazer isso. Tenho que dar credibilidade ao relatório assinado por um profissional, e não a quem publica qualquer coisa na rede social e não tem a coragem de ir à polícia denunciar”, continuou o secretário.

  • AMEAÇAS

Em nota oficial emitida na manhã desta terça-feira (11), a Prefeitura informou que o médico, que é terceirizado, recebeu “inúmeras ameaças” e deixou o local “escoltado pelas forças policiais”.

“A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o caso já foi relatado à empresa responsável para que medidas cabíveis sejam tomadas em relação ao médico, mas também repudia a atitude de quem ofende ou tenta agredir a equipe de Saúde que está no local para atender a população que necessita de assistência médica”, diz o comunicado.

Na nota, a Prefeitura não faz qualquer menção direta às acusações feitas ao médico e diz que o relatório da equipe de Enfermagem registrou diversos ataques aos profissionais com ameaças de agressão e palavras de baixo calão.

“Diversas vezes alguns pacientes que aguardavam atendimento atacaram a equipe com palavras de baixo calão, chegaram a invadir o Setor de Enfermagem e até mesmo a chutar a porta do Pronto Socorro, momento em que foi necessário a Polícia Militar intervir”, diz a administração.

A nota destaca ainda que o atendimento dos pacientes foi conduzido por outro médico plantonista. A reportagem não conseguiu contato com o médico e a Prefeitura não informou qual a empresa em que ele trabalha. Veja abaixo a nota oficial na íntegra:


A Secretaria Municipal de Saúde informa nesta madrugada, após receber inúmeras ameaças da população um dos médicos deixou o plantão escoltado pelas forças policiais da cidade. O profissional é de responsabilidade da empresa terceirizada contratada e o caso já foi relatado para que as devidas medidas cabíveis sejam tomadas.
O atendimento dos pacientes foi conduzido pelo outro plantonista e a população não ficou sem assistência médica. O atraso no atendimento era de aproximadamente 5 horas devido ao fluxo intenso e também algumas intercorrencias de emergência que demandaram atenção total da equipe.
Contudo, o relatório da equipe de enfermagem informa que por diversas vezes alguns pacientes que aguardavam atendimento atacaram a equipe com palavras de baixo calão, chegaram a invadir o setor de enfermagem e até mesmo a chutar a porta do Pronto Socorro, momento em que foi necessário a Polícia Militar intervir.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o caso já foi relatado à empresa responsável para que medidas cabíveis sejam tomadas em relação ao médico, mas também repudia a atitude de quem ofende ou tenta agredir a equipe de saúde que está no local para atender a população que necessita de assistência médica.

 

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