Médicos cubanos começaram a embarcar (Agência Brasil)
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via Agência Brasil

Os médicos cubanos que integravam o programa Mais Médicos começaram a deixar o país nesta quinta-feira (22). Um grupo embarcou à noite em dois voos fretados pela Organização Pan-americana de Saúde (Opas), saindo de Brasília com destino a Havana. A previsão da Opas é que esse processo dure até o dia 12 de dezembro. 

A entidade é a responsável pelo acordo de cooperação técnica com o Ministério da Saúde que viabilizou a contratação e a manutenção dos profissionais daquele país no Brasil. No fim da tarde, uma longa fila se formou no guichê da companhia aérea Cubana de Aviación. Com bandeiras de Cuba e do Brasil e adesivos escritos “somos mais que médicos”.

Depois desses voos, outros médicos sairão com destino à capital Havana nesta sexta e sábado. Os retornos ocorrerão de quatro cidades: Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo. Os profissionais estão se deslocando dos municípios onde residiam, muitos no interior do país, para os aeroportos.

  • Rompimento

O rompimento do acordo ocorre por decisão do governo cubano, que chamou de volta os profissionais por desacordo com condições impostas pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para que os médicos permaneçam no programa –  entre elas a realização do exame de revalidação de diplomas para reconhecimento no país (Revalida) e a não retenção de parte da remuneração dos médicos, que até então ficava com a administração cubana. O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, por meio de uma rede social, defendeu os profissionais.

Em nota, o Ministério da Saúde cubano afirmou que as exigências desrespeitam as condições acordadas no convênio com a Opas. Dois dias após a decisão, o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que as novas exigências foram definidas para proteger os médicos de más condições de trabalho, por razões que classificou como “humanitárias”. Nesta semana, o governo brasileiro abriu novo edital para substituir os mais de oito mil médicos cubanos.