Em Itapira, Bairral concentra médicos residentes que aderiram à paralisação
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Em Itapira, Bairral concentra médicos residentes que aderiram à paralisação
Em Itapira, Bairral concentra médicos residentes que aderiram à paralisação
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Médicos residentes que atuam em Itapira estão com suas atividades paralisadas desde a última terça-feira (8). Eles aderiram ao movimento nacional desencadeado pela ANMR (Associação Nacional dos Médicos Residentes), que reivindica a “manutenção da qualidade dos serviços oferecidos à população” em serviços onde há residência médica, conforme nota divulgada pela entidade de classe.

No município, segundo apurado pela reportagem, a paralisação afeta pelo menos 24 profissionais que atuam na Residência Médica do Instituto Bairral de Psiquiatria. Eles deixam claro, porém, que a medida não possui qualquer relação com a gestão do tradicional hospital itapirense. A paralisação ocorre em todo o país e por tempo indeterminado. A Residência Médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação destinada aos médicos na forma de curso de especialização.

No Bairral, segundo apurado pela reportagem, os médicos residentes são responsáveis por mais da metade do atendimento ambulatorial. Com a paralisação, os demais médicos terão que absorver a demanda. O mesmo ocorre com pacientes internados, já que parte deles é atendida por médicos residentes. Um dos integrantes da paralisação informou que os residentes manterão o serviço de plantão interno, que abrange intercorrências de pacientes internados, urgências e emergências, bem como atendimentos a pacientes que chegam ao hospital para permanecerem internados.

Em nota, a ANMR destaca que a paralisação integra a “luta por uma residência médica de qualidade e por um SUS (Sistema Único de Saúde) digno para a população” e que o movimento “tem respaldo ético-legal e é um direito da classe médica, assim como a luta pelos direitos é direito de toda e qualquer classe trabalhadora”. A decisão pela paralisação ocorreu no dia 2 deste mês, após assembleia geral com representantes da categoria em diversos estados. A associação determinou ainda a realização de manifestações em todos os hospitais que abrigam médicos residentes, “levando em consideração as características locais e regionais, mas que destaquem o motivo principal da paralisação como sendo o melhor atendimento à população brasileira no SUS, a busca pela qualidade da formação médica e a valorização residência médica no Brasil”. Nenhum dos médicos residentes contatados pela reportagem quis dar entrevista. A direção do Bairral também preferiu não se manifestar sobre o assunto.

DEMANDAS

anuncieanimadoUma carta com a pauta completa de reivindicações foi divulgada pela entidade em seu site oficial (www.anmr.org.br), reunindo diversas demandas de abrangência nacional e também enfatizando a necessidade de negociações de níveis locais e regionais entre os médicos residentes e as autoridades dos serviços e governantes. A categoria também busca a correção inflacionária do valor da bolsa de Residência Médica desde março de 2013, quando ocorreu o último reajuste, até dezembro de 2015, levando em consideração o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acrescido do aumento de 5,5% oferecido aos servidores públicos federais.

Além disso, o movimento também quer garantir a previsão, em lei, da data-base do reajuste da bolsa de Residência Médica, a ser estabelecida em março de cada ano e com valor mínimo correspondente à inflação acumulada no ano anterior. A ANMR ressaltou que “não é desejo de nenhum dos médicos residentes manter a paralisação por um período longo, mas a situação atual da saúde pública e da residência médica exigem ações mais incisivas”, enfatizando que a “a Residência Médica representa um projeto de união entre saúde e educação, portanto, imaginar que é um assunto à margem do momento atual do país é se abster das diretrizes que tem potencial para fortalecimento do Brasil em longo prazo”.

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