Plínio Magalhães da Cunha faleceu na quinta-feira passada (Foto cedida: Tribuna de Itapira/Arquivo)
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A morte do memorialista Plínio Magalhães da Cunha, ocorrida na última quinta-feira (9), reverberou na Câmara Municipal na sessão desta terça-feira (14).

O Pequeno Expediente, espaço dedicado à livre manifestação dos parlamentares, foi suspenso a pedido do vereador Carlinhos Sartori (PSDB) como homenagem póstuma ao museólogo e escritor.

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Com isso, o tempo do Pequeno Expediente ficou totalmente dedicado à reverência da memória do memorialista que teve participação direta na implantação do Museu Histórico e Pedagógico de Itapira.

“É triste falar disso, lamento muito a perda do Plínio Magalhães da Cunha, um homem que cultivava a história da nossa cidade. Ele teve uma importante passagem pela nossa cidade, contribuiu muito com nossa história. Sua morte abre uma lacuna que jamais será preenchida”, disse Sartori.

O tucano foi o único vereador a discursar na tribuna do plenário. “Ele era um estudioso com dedicação plena à história de nossa cidade e ao povo que aqui viveu. Sempre que eu tinha alguma dúvida sobre algo relacionado à nossa história eu o procurava. O Plínio escreveu com letras de ouro a história de nossa cidade”, completou o vereador.

Carlinhos Sartori falou sobre importante papel de Plínio na história de Itapira (Reprodução)
  • VIDA E MORTE

O escritor, memorialista, museólogo e servidor público estadual aposentado Plínio Magalhães da Cunha morreu na quinta-feira, dia 9 de julho, aos 92 anos de idade.

Ele foi vitimado por um infarto fulminante e seu corpo foi sepultado no mesmo dia no Cemitério Municipal da Saudade. Era viúvo de Maria Carmelita La Farina da Cunha e deixou a filha Marcia Carmelita.

Nascido no Dia da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1927, era filho do médico João Pereira da Cunha e da professora Celita Magalhães da Cunha.

Estudou no então Grupo Escolar ‘Dr. Júlio Mesquita’ e no Ginásio do Estado. Depois estudou em Campinas, no Colégio ‘Cesáreo Mota’, e fez até o terceiro ano da Faculdade de Direito do Largo São Francisco em São Paulo.

Entre os anos de 1949 e 1972 trabalhou no Departamento do Arquivo do Estado de São Paulo. Iniciou sua carreira como escriturário, foi chefe de Seção do Expediente e diretor do Departamento.

Plínio tinha 92 anos (Divulgação)

Voltou para Itapira em 1972, quando implantou o Museu Histórico e Pedagógico. Escreveu por cerca de 30 anos para o extinto jornal Cidade de Itapira e, ao longo da última década e meia, assinava a coluna ‘Tempos Saudosos’ do jornal Tribuna de Itapira.

Também mantinha um blog com o mesmo título na internet. Ainda em São Paulo, também foi revisor do Diário de São Paulo e fundou o suplemento ‘4 Cantos’, que circulava aos domingos, que focava a história dos bairros da capital paulista.

Também atuou na TV Tupi (Canal 4), participando de programas educativos e do ‘Pregão Imobiliário’. Fez diversos cursos de museologia na USP (Universidade de São Paulo) e no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.

Em 1989 foi condecorado com o Diploma e Medalha ‘Coronel Francisco Lourenço Cintra’, conferido pela Câmara Municipal de Itapira, pelos relevantes serviços prestados na área cultural e pela preservação da memória itapirense.

Antes disso, em 1976, também recebeu o ‘Mérito Cívico 23 de Maio de 1932’ na Câmara Municipal de Jacareí e, em 1970, o diploma pela participação no Sesquicentenário de Itapira, em 1970.

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