Terreno que motivou inclusive um requerimento protocolado na Prefeitura (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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O mato alto que toma conta de um terreno abandonado na Rua das Dálias, no Jardim Santa Marta, representa transtornos aos vizinhos do imóvel há mais de seis meses.

Nem mesmo um requerimento endereçado ao prefeito Toninho Bellini (PSD), protocolado na Prefeitura de Itapira em 21 de julho do ano passado pelo corretor de seguros Antonio Adilson de Almeida, conseguiu dar solução ao problema.

A resposta para a solicitação nunca chegou ao autor do documento e o matagal continua a crescer na área que abriga inclusive uma construção inacabada.

O requerimento datado de 2023 pede providências ‘quanto à limpeza de terreno particular de uma construção clandestina’. O mato, além de alto, também já invadiu a calçada.

O pedido reforça ainda que o local apresenta ‘lixo e tijolos encostados no muro vizinho, propiciando a criação de animais peçonhentos e ratos’.

Outro temor dos moradores próximos, apontado por Almeida no teor do documento, é para a possibilidade da existência de mais entulho acumulado nos fundos da construção inacabada, o que pode representar ambiente propício para o surgimento de criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.

Os moradores questionam também sobre a possibilidade do poder público executar a limpeza e posteriormente efetuar a cobrança do serviço junto ao proprietário.

Mato alto e animais peçonhentos: preocupação é constante (Paulo Bellini/ItapiraNews)

‘Requeiro ao senhor prefeito, solicitando-lhe providências junto ao setor competente, no sentido de intimar o proprietário a proceder a limpeza e manutenção da área’, encerra o documento.

Segundo Almeida, a resposta nunca foi encaminhada pela Prefeitura e ele inclusive estuda a possibilidade de notificar o Ministério Público sobre o problema. “O problema é sério. Os animais peçonhentos já estão invadindo as residências”, lamentou.

  • OUTRO LADO

A chefe da Divisão de Fiscalização de Posturas, Taís Rossini, informou a reportagem do Itapira News que o proprietário foi notificado a proceder com a limpeza do terreno ainda na segunda-feira (5).

Se o serviço não for executado no prazo de cinco dias úteis, o setor emitirá então o auto de infração. Se a limpeza for feita, o procedimento é cancelado. Caso contrário é aplicada multa, que chega a R$ 2.318,38 e dobra na reincidência.

Taís chamou a atenção também para a altíssima demanda da fiscalização de terrenos, com quase 300 notificações emitidas de janeiro até terça-feira (6). “O pessoal tem que estar ciente das obrigações em relação aos terrenos”, alerta.

A chefe da Fiscalização de Posturas adiantou que dúvidas dos moradores podem ser sanadas pelo telefone (19) 3863.4610.

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