Sílvia mostra escorpiões e até cobra capturados em casa
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Medo diário e estado de alerta. Assim pode ser resumido o cotidiano da dona-de-casa Silvia Helena de Souza, 47, especialmente nesta época do ano, de calor forte e chuvas frequentes.

Moradora há sete anos no Loteamento Santo Expedito, entre a Vila Dr. José Secchi e a região do Istor Luppi, ela convive com a presença constante de animais peçonhentos como cobras e escorpiões que invadem sua casa.

O imóvel fica na Rua Francisco Rogatto, bem ao lado do Campo de Futebol. Em um espaço de poucos dias, ela encontrou dentro de sua casa ao menos cinco escorpiões e uma cobra. Vizinhos também sofrem com o mesmo problema.

Silvia atribui a causa principal do problema à grande concentração de mato localizado nas imediações do campo de futebol. Além disso, a família suspeita que a proximidade com o Ribeirão da Penha e as últimas chuvas também contribuem para o surgimento dos animais peçonhentos nas residências.

Moradores convivem com presença constante de animais peçonhentos

“O pessoal da Vigilância já veio aqui, mas disseram que não tem como passar veneno e nos disseram somente para manter tudo limpo e colocar telas nas janelas e fechar as frestsas da porta. Tem dois bueiros na calçada da minha casa e acho que isso também ajuda nessa situação. Um gato meu já morreu picado por cobra dentro do meu quintal”, comentou.

No momento em que a reportagem apurava as informações com a moradora, seu pai foi até o terreno próximo à casa, abaixo do campo, e que também concentra amontoados de entulhos. Ao erguer um pedaço de madeira, já surgiu um escorpião. “É assim, desde que moro aqui, e piora nessa época do ano”, desabafou Silvia.

  • OUTRO LADO

A reportagem cobrou um posicionamento da Prefeitura. Responsável pela manutenção do Campo de Futebol, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer informou que a roçagem e capina do logradouro deverá ocorrer nos próximos dias.

O Centro de Controle de Zoonoses, responsável pela visita realizada à casa de Sílvia, reforçou a explicação sobre a impossibilidade de combater escorpiões com veneno. Aliás, esse procedimento – informa o órgão – pode até mesmo piorar a situação, já que o veneno desalojaria os animais que buscariam refúgio nas casas próximas.

Matagal abaixo de campo é apontado com um dos problemas

Os escorpiões também costumam ficar resistentes à ação de pesticidas. Recentemente, o Ministério da Saúde alertou que o período do verão, de dezembro a março, exige mais cuidado em relação aos acidentes com escorpiões, já que o clima úmido e quente é ideal para o aparecimento desse tipo de animal, que se abriga em esgotos e entulhos.

“Não se recomenda, porém, o uso de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Os produtos, além de não terem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que estes deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes”, alerta o Ministério da Saúde.