Itapira foi palco de batalhas da Revolução de 1932 (Divulgação)
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O Morro do Gravi voltará a ficar bastante movimentado na manhã desta terça-feira – feriado de 9 de julho. A data marca os 87 anos da Revolução Constitucionalista de 1932.

Como ocorre tradicionalmente, o Monumento ao Soldado, no Gravi, será palco do ato cívico em homenagem aos soldados que atuaram no levante armado.

O local fica às margens da estrada que faz a ligação interna entre Itapira e Mogi Mirim. A programação começa às 8h00 com presença de autoridades civis e militares, além de representantes de diversos órgãos e entidades.

Destaque para a participação da Banda Sinfônica Lira Itapirense, além de grupos de escoteiros do município e de integrantes do Núcleo MMDC. O evento é aberto ao público em geral e costuma ter duração aproximada de uma hora.

Um dos mais marcantes momentos da Revolução de 1932 aconteceu em Itapira, durante os combates entre as tropas paulistas e mineiras. O Morro do Gravi foi um dos pontos de resistência dos soldados paulistas, tendo se tornado um dos principais marcos em memória dos revolucionários.

Parte da história da Revolução de 1932 está presente no Museu Municipal Histórico e Pedagógico ‘Comendador Virgolino de Oliveira’, situado no interior do Parque Juca Mulato, em exposições permanentes e em mostras especiais.

Morro do Gravi concentra homenagens (Arquivo/Itapira News)
  • HISTÓRIA

A Revolução de 1932 foi o maior movimento armado em solo paulista e brasileiro no século passado. Em três meses de combate, 830 pessoas foram mortas.

Lideranças políticas de São Paulo, revoltadas com a crise econômica e com o desemprego nos primeiros anos do Governo Vargas, criaram a Frente Única Paulista, passando a exigir a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

Em 22 e 23 de maio de 1932, protestos públicos em São Paulo foram reprimidos pela polícia de Getúlio Vargas. Os estudantes Mário Martins de Andrade, Euclydes Bueno Miragaia, Dráuzio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade foram mortos no dia 23 de maio.

Suas iniciais transformaram-se na sigla do movimento – MMDC, que passou a contar com o apoio das forças de Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Destas, só as mato grossenses se mantiveram fiéis aos paulistas.

Em 9 de julho de 1932 começou o levante armado, comandado em São Paulo pelo general Isidoro Dias Lopes. Durante três meses, 100 mil homens das tropas federais atacaram São Paulo, que se defendia com 35 mil soldados.

A população contribuía para a compra de armas e munições, enquanto os aviões federais bombardeavam até as cidades do interior. Dois anos depois, a Assembleia Constituinte foi convocada e elaborou a Carta Magna.