Jennifer foi encontrada sem vida na prisão (Reprodução)

Foi confirmada de maneira oficial, na manhã desta terça-feira (23), a morte da detenta Jennifer Natália Pedro, 22, que estava presa na Penitenciária Feminina de Tremembé (SP).

No boletim de ocorrência, registrado após o encontro do corpo dentro da cela, a causa da morte é apontada como “suicídio consumado” mediante possível enforcamento com um lençol.

Segundo apurado pela reportagem, ela teria sido encontrada dependurada por uma agente que acionou o socorro. A detenta chegou a ser socorrida com vida, porém com sinais vitais fracos, e não resistiu. A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), entretanto, ainda não de manifestou sobre as circunstâncias da morte.

A Polícia Civil vai investigar o caso. O corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico-Legal) para exames e posterior liberação à família.

Ela era acusada da morte da filha, a bebê Ísis Helena, de um ano e 10 meses, desaparecida em março de 2020 em Itapira. No início deste mês, a Justiça decidiu que Jennifer seria levada a júri popular, mas o julgamento ainda não estava marcado.

A informação sobre a morte de Jennifer dentro da prisão foi divulgada no final da noite de segunda-feira (23) nas redes sociais e rapidamente passaram a ser replicadas em aplicativos de mensagens.

A unidade prisional é conhecida por abrigar presas de casos de repercussão e comoção popular, como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga.

  • FRIEZA

A mãe da criança ficou nacionalmente conhecida graças à ampla cobertura do caso em rede nacional por diversos veículos de comunicação.

E ficou conhecida também pela frieza, uma vez que sustentou ao longo de 50 dias a versão de que a filha havia desaparecido, quando na verdade ela mesmo havia enterrado o corpo.

Jennifer chegou a ser ameaçada de morte. Após a prisão, a Polícia Civil informou que ela já havia sido denunciada, anteriormente, por maus-tratos praticados contra a criança que tinha problemas de saúde e não andava.

A bebê Ísis Helena, filha de Jennifer (Divulgação)
  • RELEMBRE O CASO

Jennifer Natália Pedro notificou o desaparecimento da filha, a bebê Ísis Helena, no dia 2 de março de 2020. Imediatamente, as autoridades começaram a se movimentar e diversas frentes de buscas foram mobilizadas.

Os trabalhos atraíram ao município forças policiais de outras cidades, incluindo corporações especializadas em buscas com cães farejadores. Rapidamente o caso ganhou repercussão nacional e passou a gerar muita comoção.

Corpinho da criança foi encontrado enterrado às margens de rio (Arquivo/Paulo Bellini/ItapiraNews)

À medida em que os dias avançavam, o desespero e a angústia aumentavam. Informações desencontradas, muitas delas falsas, e diversas polêmicas marcaram as investigações. A coordenação dos trabalhos policiais foi assumida pela Delegacia Seccional de Mogi Guaçu.

No dia 17 de abril, Jennifer foi presa e acabou confessando que a filha havia morrido e que o corpo da bebê estava enterrado em uma área de mata próximo ao Rio do Peixe, em Itapira. Equipes novamente foram mobilizadas e conseguiram localizar os restos mortais.

Jennifer durante depoimento no Fórum de Itapira, em dezembro de 2020 (Paulo Bellini/ItapiraNews/Arquivo)

Desde então, ela estava recolhida na Penitenciária Feminina de Tremembé (SP). Acusada de homicídio doloso, quando há intenção de matar, falsa comunicação de crime e ocultação de cadáver, ela voltou a Itapira no início de dezembro para a primeira audiência do caso no Fórum local.

Na ocasião, populares se reuniram nas imediações e a acusada foi recebida sob gritos de “assassina”. Em dado momento, durante a escolta, ela pareceu debochar do público que estava do lado de fora. No início de fevereiro a Justiça decidiu levar Jennifer a júri popular. A data do julgamento ainda não havia sido agendada.

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