Munhoz criticou depoimento de delegados (Divulgação/Alesp)
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Munhoz criticou depoimento de delegados (Divulgação/Alesp)
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O deputado estadual José Antônio Barros Munhoz (PSDB) acusou três delegados de polícia de omitirem informações sobre as investigações da Máfia da Merenda na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo).

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) apura suposto esquema de desvios e pagamentos de propina a agentes públicos no estado por meio de contratações de fornecimento de alimentação para escolas públicas.

Os delegados alvos das acusações do tucano foram à Alesp na terça-feira (9) para depor, mas para Munhoz não houve colaboração. “Eles (os delegados) podiam ter colaborado mais durante a sessão. Omitiram informações, tiveram um comportamento de não falar tudo o que sabem. A presença deles não ajudou muito”, disse o parlamentar. Diante das acusações de Munhoz, os policiais ameaçaram deixar a sessão. Já o parlamentar saiu da sessão, assim como fizeram outros deputados da base aliada do governo, o que fez com que o presidente da CPI, Marcos Zerbini (PSDB), encerrasse os trabalhos por falta de quórum.

Dos nove membros da comissão, somente o deputado Alencar Santa Braga (PT) é da oposição. “Há uma tentativa clara da base aliada do governo de desqualificar o trabalho dos investigadores”, rebateu. Já para Munhoz, a CPI é uma tentativa de atingir o governo de Geraldo Alckmin (PSDB). Ao longo das investigações já foram citados o nome do atual presidente da Assembleia, Fernando Capez (PSDB), e de outros políticos paulistas, como os deputados estaduais Luiz Carlos Gondim (SD) e Fernado Cury (PPS), além dos parlamentares federais Baleia Rossi (PMDB), Nelson Marquezelli (PTB) e Duarte Nogueira (PSDB). Todos eles negam participação no esquema fraudulento. As informações são do Jornal O Globo.