Castramóvel ainda aguarda conclusão de etapas burocráticas para iniciar atendimento (ItapiraNews)
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Parado em Itapira desde dezembro de 2019, o Castramóvel deverá, enfim, iniciar suas operações dentro de um prazo de até 60 dias.

Ao menos, essa é a nova previsão da Prefeitura, comunicada pelo vice-prefeito municipal Mário da Fonseca após a publicação de reportagem no último final de semana com foco nos 27 meses em que o equipamento público aguarda para começar a atender.

“A licitação para contratação de empresa especializada para operar o castramóvel foi concluída no dia 31 de março. Agora, após homologada sua contratação, teremos o prazo de 60 dias para aprovação do CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária), quando então passará atender todos os cães gatos que se enquadram nos critérios de castração”, disse Fonseca.

Vale lembrar que os questionamentos feitos um dia antes da publicação da matéria não foram respondidos pela Prefeitura. À reportagem do Itapira News, após a publicação da pauta, Fonseca disse que o “equipamento encontra-se devidamente guardado na Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente”.

“O Castramóvel está em perfeitas condições de uso, protegido do sol e da chuva. Estamos trabalhando forte para ver se este semestre ele ainda funciona”, complementou.

  • EMPACADO

O Castramóvel é um trailer adaptado como uma espécie de clínica móvel para procedimentos cirúrgicos de castração de cães e gatos.

O equipamento chegou ao município no dia 19 de dezembro de 2019. Dois anos e três meses depois – 27 meses completados em março – nunca houve sequer um atendimento.

Em outubro de 2020, a Prefeitura chegou a abrir um pré-cadastro para castração gratuita de mil animais, anunciando até mesmo um cronograma de atendimento nos bairros.

Em janeiro do ano passado, após a troca de comando do governo municipal, a administração anunciou que o funcionamento do Castramóvel estava previsto para março.

A expectativa não se confirmou. Em maio de 2021, diante de questionamento feito pelo Itapira News, a Prefeitura informou que a empresa que havia vencido a licitação para gerenciar o serviço havia desistido e que uma nova empresa deveria ser contratada via licitação.

Já em junho do ano passado, a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei para autorizar a celebração de convênios entre o município e entidades da sociedade civil que seriam responsáveis pelos serviços de esterelização e microchipagem no Castramóvel. Mais uma vez, nada aconteceu desde então.

O Castramóvel foi adquirido com recursos na ordem de R$ 150 mil destinadas ao município via emenda parlamentar do deputado federal Ricardo Izar (PP) a pedido da então vereadora Professora Marisol (PSDB).

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