Momentos de incerteza gerados pela pandemia influenciaram o desempenho de diversos setores, agravando a crise econômica no mundo e também no Brasil.

Para continuar ativas no mercado, diferentes áreas precisaram reinventar processos e apostar em novas formas de inovação, a exemplo do setor imobiliário.

Esse movimento, marcado pela transformação digital, já vinha sendo observado a alguns anos e só foi potencializado nos últimos meses.

Com as restrições de circulação social, aqueles que planejavam investir em apartamentos para comprar em Campinas tiveram de encontrar novas formas de realizar pesquisas e até mesmo visitar os imóveis, com a ajuda da internet.

Mesmo com a flexibilização das medidas de saúde, as buscas ainda não voltaram a ser como eram antes. Com as mudanças nas necessidades e até mesmo no comportamento dos clientes, o conceito de “novo normal” também chegou ao mercado imobiliário.

Essa tendência tem ganhado ainda mais força, uma vez que a busca por imóveis não caiu durante a crise, pelo contrário. Foi passando mais tempo em casa que os clientes identificaram suas principais necessidades em relação à moradia.

Com a economia ‘estável’, efeito provocado pela Taxa Selic em 2%, aqueles que já tinham um rendimento decidiram aproveitar o momento e investir. Isso porque a Selic influencia na cobrança da taxa de juros sobre empréstimos bancários e financiamentos imobiliários.

Dessa forma, com a taxa fixa nesse valor, um dos menores da história, os compradores se sentem mais confiantes em realizar o sonho da casa própria. Isso estimulou os bons resultados imobiliários, movimentando o setor e gerando a valorização do metro quadrado em Curitiba.

Houve alta na procura por casas à venda em Campinas em comparação com anos anteriores. O crescimento médio registrado ficou entre 40% e 50%. Agora que você já sabe um pouco mais sobre a influência do “novo normal” no mercado imobiliário, veja quais tendências desse período vieram para ficar.

  • Crescimento do uso de tecnologia

A busca de imóveis pela internet por si só não é uma novidade. O uso da tecnologia na divulgação de anúncios, realização de atendimentos e até assinatura de contratos, já vem acontecendo a alguns anos, ganhando fôlego durante a crise.

Com diversos já em andamento e negócios em fase de conclusão foi preciso se adaptar à realidade do “novo normal”, utilizando ferramentas que facilitasse a geração de negócios.

Para isso, imobiliárias publicaram as unidades disponíveis em sites próprios na internet. Além disso, portais especializados ganharam ainda mais espaço no anúncio de imóveis, fora as oportunidades direto nas redes sociais.

E sem sombra de dúvidas, essa é uma tendência que veio para ficar e que deve crescer ainda mais nos próximos anos. Pelo menos é o que indicam estudos do setor, que apontam crescimento nas demandas iniciadas na internet, além de necessidade de atualização dos próprios corretores de imóveis.

Isso porque em uma pesquisa realizada com compradores de imóveis apontou que 40% dos entrevistados estariam dispostos a realizar a compra do imóvel totalmente pela internet.

São novos tempos muito mais digitais, que devem otimizar os processos, diminuir as burocracias e contribuir para a realização de muitos mais negócios. 

  • Atendimento personalizado 

Com as novidades no mercado imobiliário, quem também deve estar atento às atualizações são os corretores de imóveis, que tem um papel fundamental para a efetivação da compra.

Mais do que apresentar as opções disponíveis ou conduzir a visita aos imóveis, o papel do corretor ganhou um novo significado. Os profissionais da área devem estar mais atentos ao desenvolvimento de novos projetos imobiliários, bem como na prestação de atendimento ao cliente.

Um especialista deve estar atento aos novos hábitos dos consumidores, surgimento de tendências nos empreendimentos e até novidades na área da construção civil. Toda essa bagagem servirá como um diferencial para o cliente, além de servir como uma própria curadoria de serviços, dependendo do ramo de atuação.

Ainda sobre o atendimento ao cliente, este deve ser o principal foco dos profissionais nos próximos anos. Isso porque com a facilidade que a internet trouxe na busca por imóveis, os clientes já chegam muito mais certos sobre aquilo que efetivamente desejam.

Nessa jornada, é função do corretor de imóveis realizar um atendimento personalizado, que facilite o acesso às unidades, o esclarecimento de dúvidas e a própria realização do negócio.

Muitos profissionais ainda podem estar acostumados com as atividades presenciais, que até então aconteciam nos plantões de venda ou ainda nas próprias imobiliárias. Nos próximos anos, a descentralização na oferta de imóveis deve acontecer de forma ainda mais acelerada, exigindo a constante atualização e participação dos profissionais da área.

  • Busca por qualidade de vida 

O ‘novo normal’ que tem se consolidado após últimos desafios não tem a ver apenas com as formas de busca e realização de negócios imobiliários, mas também com as novas necessidades dos compradores.

Características que antes eram valorizadas nos imóveis, deixaram de ser prioridade ou ainda não acabam não tendo mais influência na tomada de decisão dos clientes.

Um exemplo observado pelos especialistas é a existência das áreas comuns nos condomínios como espaço gourmet, coworking e até mesmo brinquedotecas para as crianças.

Espaços que antes chegavam a ser procurados pelos clientes, agora não fazem mais parte da lista de exigências. Isso porque com as mudanças na rotina, as pessoas passaram a investir em imóveis que possam comportar essa estrutura de forma interna, seja na casa ou apartamento.

Esse novo comportamento também desencadeou o surgimento de outro movimento no mercado imobiliário: a busca por imóveis residenciais maiores. Passando mais tempo em casa, seja para atividades de diversão ou trabalho, os consumidores necessitam de imóveis capazes de atender todas as atividades da rotina no “novo normal”.

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