Protestos contra governador e secretário de Educação na Antonio Caio
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Protestos contra governador e secretário de Educação na Antonio Caio
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A ocupação da Escola Estadual Antônio Caio, em Itapira, completou uma semana nesta quarta-feira (2). A unidade foi a primeira do município a ser tomada por estudantes na manhã do dia 25 de novembro e, desde então, permanece ocupada pela manifestação contrária à reorganização escolar decretada pelo governador Geraldo Alckmin.

acompanhe a cobertura da reorganização no Itapira News

A escola Pedro Ferreira Cintra também permanece ocupada desde quinta-feira passada (26). Na noite da última terça (1), a escola Elvira Santos de Oliveira (ESO), que estava ocupada desde sábado (28), foi liberada pelos alunos após ameaças de invasão e depredação feitas por grupos contrários à permanência deles na unidade.

Em Itapira, a reorganização escolar vai afetar cinco das oito escolas da rede estadual, que passarão a funcionar com ciclos únicos de ensino a partir de 2016. As escolas Antônio Caio, Benedito Flores e Pedro Ferreira Cintra atenderão somente a alunos dos chamados anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º). Já Cândido de Moura e ESO receberão somente os estudantes do Ensino Médio. A Cândido também chegou a ser ocupada por estudantes na sexta-feira (27), mas foi desocupada no mesmo dia, também diante de supostas ameaças externas.

Escola foi a primeira a ser ocupada em Itapira
Escola foi a primeira a ser ocupada em Itapira

As demais unidades do município – Júlio Mesquita, Fenízio Marchini e Caetano Munhoz – permanecem com seus modelos de atendimento inalterados, ou seja, abrangendo os ciclos mistos de ensino. Ao todo, no Estado, 754 escolas passarão a oferecer o ciclo único. O Governo Estadual defende que, nas escolas com ciclo único, o rendimento dos alunos é em média 10% superior às demais. Os alunos manifestantes, em consonância com especialistas e até universidades, discordam e dizem que o projeto é imposto e não traz benefícios pedagógicos.

Salvo por situações isoladas, as ocupações em Itapira ocorrem de maneira pacífica e organizada. Os alunos criaram comissões responsáveis pela limpeza, alimentação e segurança e organizaram eventos culturais e palestras. Cartazes e faixas foram afixados nas fachadas dos estabelecimentos, com críticas direcionadas ao governador. Os alunos garantem que não há qualquer tipo de ato de depredação das unidades. As ocupações não têm prazo para terminar, o que gera a resistência de pais, professores e alunos que querem encerrar o ano letivo. A Diretoria Regional de Ensino afirmou que as aulas perdidas serão repostas após o término das manifestações. O órgão também disse que está traçando formas de dialogar com os estudantes e convencê-los a liberar as unidades.