O empresário Ogari de Castro Pacheco (Itapira News/Arquivo)
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O presidente do Conselho Diretor e co-fundador do Laboratório Cristália, Ogari Pacheco, falou a jornalistas sobre sua candidatura ao Senado Federal na tarde desta segunda-feira (27) em Itapira.

Em coletiva de imprensa, o médico e empresário revelou os motivos que o levaram a registrar a candidatura como segundo suplente de senador pelo DEM (Democratas) do Estado do Tocantins, na chapa que tem ainda Siqueira Campos como cabeça do grupo e Eduardo Gomes na segunda suplência.

Nos últimos dias, a informação do registro da candidatura de Pacheco repercutiu nas redes sociais, especialmente após matéria do portal UOL destacando os candidatos com maior patrimônio – o empresário que controla o Cristália é o terceiro da lista. Aos 80 anos, esta é a primeira empreitada política de Pacheco.

De acordo com ele, a ideia já vinha sendo amadurecida há mais de um ano, após convite recebido durante tratativas para implantação de uma unidade de produção do Cristália em Tocantins, que oferece as condições climáticas ideais para a substância a ser produzida: um tipo de sal cuja patente está sendo requerida.

“Quando fazia a prospecção e área para a instalação dessa unidade, para minha surpresa, me ofereceram a possibilidade de participar de uma chapa na condição de suplente de senador. Itapira também já me ofereceu um terreno para que implantasse uma unidade, pois isso significa empregos e investimentos. Lá, em vez de um terreno, foi essa participação que pode me dar trabalho, dor de cabeça, pois trabalhar em política neste país não é fácil, mas pode me dar a oportunidade de fazer alguma coisa útil ao país, como tenho feito desde que cheguei em Itapira há mais de 40 anos”, detalhou.

Questionado sobre seus objetivos específicos caso, de fato, passe a atuar no Senado Federal, ele ponderou que talvez a política lhe possa dar a chance de retribuir um pouco de tudo o que recebeu da sociedade ao longo de sua bem-sucedida carreira no mundo dos negócios. “Pode parecer demagogia, mas eu sou oriundo de família simples. Meu pai era professor de Educação Física, eu estudei a vida inteira em escolas públicas. A sociedade me deu a oportunidade de estudar, de crescer profissionalmente e talvez eu possa retribuir um pouco do muito que recebi da sociedade”, disse.

Pacheco comentou ainda que foi alertado pela família sobre o novo terreno desconhecido pelo qual começou a pisar. “Recebi observações no sentido de que a política é complicada e tem muita sujeira, muitos problemas. Mas, a gente vive dizendo que na política trem muita gente que não deveria estar lá. Desafiado, eu topei. Ou a gente tem coragem de assumir ou fica quieto e não critica mais nada”.

O empresário também avaliou que sua fortuna não representa impedimento algum para que continue vislumbrando outras atuações, sejam elas empresariais ou políticas. “A gente tem que trabalhar, e eu tenho muito prazer no que eu faço”, declarou, adiantando também que, diante de uma eventual eleição e necessidade de assumir o cargo, pretende se afastar da direção da empresa.  

Ele negou ainda que a intenção em se tornar senador não tem qualquer relação com obtenção de facilidades nas negociações entre a empresa e o setor público. “Não quero ser esnobe e nem desagradável, mas felizmente eu não preciso da política para fazer negócio e ganhar dinheiro. Isso está demonstrado hoje, antes de começar o jogo. Portanto, não seria isso o que me atrairia. Já me disseram que com o dinheiro que tenho eu deveria estar fazendo o que eu gosto, e eu estou fazendo o que eu gosto”.