O empresário Ogari de Castro Pacheco (Itapira News/Arquivo)
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O empresário Ogari de Castro Pacheco, presidente do Conselho Diretor e co-fundador do Laboratório Cristália, foi eleito segundo suplente na chapa do senador Eduardo Gomes (SD). O ex-deputado recebeu 248.358 votos (19,4% dos votos válidos) tendo Pacheco como segundo suplente e o ex-governador do Tocantins, José Wilson Siqueira Campos (DEM).

O mandato de oito anos vai até 2026. O estado também elegeu como novo senador o candidato Irajá (PSD), com 214.355 votos (16,82%). O líder da chapa da qual Pacheco faz parte, Eduardo Gomes, tem 52 anos e vem de vários mandatos como deputado federal e vereador.

Nascido em Sergipe e filho do poeta, músico e escritor José Gomes Sobrinho, ele sempre foi engajado em movimentos e iniciativas sociais e culturais. Na política, começou atuando junto a movimentos jovens pela criação do estado do Tocantins, na década de 80.

A reportagem tentou contato com Pacheco, mas sua assessoria informou que ele viajou no final da tarde de domingo (7), ainda antes do resultado das eleições, para participar de uma feira internacional em Madrid, na Espanha. Em entrevista ao Itapira News no final de agosto, Pacheco disse que a ideia de disputar um cargo eletivo já vinha sendo amadurecida há mais de um ano, depois de convite recebido durante tratativas para implantação de uma unidade de produção do Cristália em Tocantins.

“Quando fazia a prospecção e área para a instalação dessa unidade, para minha surpresa, me ofereceram a possibilidade de participar de uma chapa na condição de suplente de senador. Itapira também já me ofereceu um terreno para que implantasse uma unidade, pois isso significa empregos e investimentos. Lá, em vez de um terreno, foi essa participação que pode me dar trabalho, dor de cabeça, pois trabalhar em política neste país não é fácil, mas pode me dar a oportunidade de fazer alguma coisa útil ao país, como tenho feito desde que cheguei em Itapira há mais de 40 anos”, detalhou na ocasião.

Para o empresário, a política pode lhe dar a chance de retribuir um pouco de tudo o que recebeu da sociedade ao longo de sua bem-sucedida carreira no mundo dos negócios. “Pode parecer demagogia, mas eu sou oriundo de família simples. Meu pai era professor de Educação Física, eu estudei a vida inteira em escolas públicas. A sociedade me deu a oportunidade de estudar, de crescer profissionalmente e talvez eu possa retribuir um pouco do muito que recebi da sociedade”, disse.

Ele negou ainda que a intenção em se tornar senador não tem qualquer relação com obtenção de facilidades nas negociações entre a empresa e o setor público. “Não quero ser esnobe e nem desagradável, mas felizmente eu não preciso da política para fazer negócio e ganhar dinheiro. Isso está demonstrado hoje, antes de começar o jogo. Portanto, não seria isso o que me atrairia. Já me disseram que com o dinheiro que tenho eu deveria estar fazendo o que eu gosto, e eu estou fazendo o que eu gosto”.