Câmeras de segurança flagraram uma das ações (Reprodução)
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GCMs Whashington e Marques observam perfuração no vidro do ônibus
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Um ônibus circular da Expresso Fênix foi alvejado por um tiro na noite da última quinta-feira (22) em Itapira, durante possível tentativa de assalto. Somente nos últimos 10 dias, três ônibus da empresa foram assaltados. Dois dos assaltos, mais o caso do disparo, aconteceram na região dos bairros Istor Luppi e José Tonolli.

Outro foi na Avenida Brasil, já nos Prados. Por sorte, não havia nenhum passageiro dentro do coletivo alvejado. O motorista também não se feriu. O caso aconteceu por volta das 22h00, quando o circular cumpria o último itinerário da linha Prados/Recreativa.

A suspeita é que o tiro tenha sido disparado por alguém que tinha a intenção de que o motorista parasse o veículo, para que então novo roubo fosse praticado. O disparo perfurou o vidro traseiro do ônibus e atingiu uma barra de plástico dentro do coletivo. Assustado, o motorista apagou as luzes do ônibus e seguiu viagem com destino à garagem da empresa. Os estilhaços do vidro e da peça plástica ficaram pelo chão do veículo, bem como o projétil.

As autoridades de Segurança Pública foram comunicadas. A informação apurada junto à Fênix na manhã desta sexta-feira (23) foi de que o veículo passaria por perícia técnica. Guardas civis municipais estiveram na garagem e vistoriaram o veículo, assim como o diretor da DTP (Divisão de Transportes Públicos), Marcelo de Moura e o secretário municipal de Defesa Social, Carlos Jamarino. Antes mesmo deste novo episódio, com base nos assaltos ocorridos nas últimas semanas, os comandos da GCM (Guarda Civil Municipal) e da PM (Polícia Militar) iniciaram um planejamento conjunto para definir estratégias que possam não só inibir as ações, mas também chegar aos autores dos crimes.

O comandante da GCM, César Martucci, informou que o patrulhamento no bairro já havia sido reforçado, e que agora novas unidades serão direcionadas à região – especialmente no itinerário dos coletivos. O comandante da PM, capitão Marcos Sanches, também informou que o trabalho de patrulhamento preventivo e ostensivo no bairro está recebendo reforços e que outras estratégias estão em curso. A Expresso Fênix também já adotou medidas para aumentar a segurança nos ônibus – como a instalação de câmeras de videomonitoramento dentro dos veículos. Foi o que possibilitou o flagrante da ação ocorrida na última quarta-feira (21), quando o terceiro assalto do mês foi praticado contra um ônibus da viação. Com medo, motoristas das linhas afetadas estão alterando o itinerário noturno e evitando locais mais isolados. A reportagem solicitou um posicionamento da empresa e aguarda resposta.

CASOS

Disparo atingiu vidro traseiro do ônibus

Em todos os três roubos, somente uma pessoa foi responsável pela ação, que utilizou facas de diferentes portes para ameaçar os motoristas. Em pelo menos dois deles, o autor foi o mesmo homem, segundo relatos das vítimas. As características do indivíduo apontam para um homem de aproximadamente 1.70 metro, magro, moreno claro e com tatuagem na região de um dos pulsos. Em um dos registros, há também a informação sobre tatuagem ou mancha no rosto, abaixo de um dos olhos.

O primeiro roubo foi na noite do dia 13, na Avenida Brasil, quando um indivíduo deu sinal para que o circular parasse e, ao entrar, rendeu o motorista e anunciou o assalto. O segundo roubo, com o mesmo modus operandi, foi na noite do dia 20, na Rua José Rocha Clemente, no Istor Luppi. Nestes dois casos o motorista reconheceu o assaltante como sendo a mesma pessoa.

O terceiro assalto foi no dia seguinte, 21, na Rua Benedito Antônio de Lima, entre o Luppi e o Tonolli. Neste caso, o ladrão entrou quando o ônibus parou para uma passageira desembarcar. Durante a ação, ele chegou a ferir levemente o pescoço do motorista com um facão. Em todos os casos, o ladrão utilizou capuz. Apesar da suspeita de que uma única pessoa seja responsável pelos três crimes, as autoridades não descartam a participação de outras pessoas nas ações.  Todos os casos foram registrados na Delegacia de Polícia e estão sob investigação.