Grande operação aconteceu em várias cidades (ItapiraNews)
Publicidade - Anuncie aqui também!
Publicidade - Anuncie aqui

A Operação Macuco, desencadeada na madrugada desta segunda-feira (21) pela Promotoria de Justiça de Itapira, já resultou na prisão de 20 pessoas em oito municípios paulistas, todas acusadas de envolvimento com o crime organizado.

Do total de pessoas detidas, 17 foram por meio de mandados de prisão e três em flagrante. Em Itapira, uma mulher e um homem morreram em troca de tiros com policiais do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).

Mantenha-se bem informado: curta nossa página no Facebook, siga-nos no Instagram e também pelo Twitter

Segundo a PM, Renan Alvarenga Pinto foi baleado ao atirar contra as equipes que chegaram à sua casa, na região do bairro dos Prados. Sua companheira, Gabriele Cristina Galo, de 24 anos, também morreu atingida por disparos logo em seguida.

Da mesma forma, os policiais disseram que ela também atirou contra eles. A operação foi coordenada pelo promotor de Justiça Rodrigo Lopes, com mandados de prisão, de busca e apreensão também em cidades como Campinas, Paulínia, Monte Mor, Hortolândia, Santa Bárbara D’Oeste, Pinhalzinho e Bragança Paulista.

Abordagem em Itapira terminou com duas pessoas mortas (Paulo Bellini/ItapiraNews)

Os trabalhos foram realizados em parceria com o Comando de Policiamento do Interior 2, com apoio do 1º, 10º e 11º BAEP. Participaram da operação 16 promotores de Justiça e cerca de 200 policiais militares.

A operação foi deflagrada para cumprimento de 21 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão. De acordo com o Ministério Público, as diligências prosseguem para a captura de três indivíduos foragidos.

Houve apreensão de diversos materiais relacionados à organização criminosa investigada, além de drogas, armas de fogo, aparelhos de telefone celular e cerca de R$ 31 mil em dinheiro.

  • INVESTIGAÇÕES

Segundo o Ministério Público, as investigações foram iniciadas em fevereiro deste ano após o latrocínio do guarda civil municipal André Alex Leme e revelaram que a maioria dos investigados ocupava funções de liderança regional na facção criminosa e em esquemas para tráfico de drogas na região.

Ainda no decorrer do monitoramento e das investigações, foi possível a prisão em flagrante de outras 15 pessoas pelos crimes de tráfico de drogas, porte de arma e receptação, sendo apreendidos mais de 20 quilos de entorpecentes, cinco armas de fogo, dezenas de munições, dinheiro, veículos e materiais utilizados no tráfico de drogas.

Também foram encontrados dois cadáveres de vítimas de “tribunais do crime” enterrados em cemitérios clandestinos utilizados pela facção, mas o MP não informou a cidade.

O Ministério Público tem 30 dias para encerrar as investigações, ouvindo os envolvidos e examinando os materiais apreendidos (documentos e equipamentos eletrônicos), para apresentar as denúncias perante a Justiça Pública.

Os investigados podem responder por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e ocultação de cadáver. A operação recebeu o nome de Macuco, primeiro nome do povoado que posteriormente se tornaria a cidade de Itapira.

Publicidade - Anuncie aqui