Alta demanda de pacientes traz críticas à gestão (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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O longo tempo de espera para ser atendido no Pronto Socorro do Hospital Municipal de Itapira segue motivando queixas dos usuários que procuram o espaço para atendimento.

O fluxo intenso de pacientes no local é atribuído pelas autoridades ao aumento dos casos de síndromes gripais e também de coronavírus.

Os pacientes, entretanto, também criticam o modelo de atendimento unificado do Pronto Socorro de Síndromes Gripais com o Pronto Socorro Geral, adotado em dezembro do ano passado diante da então redução dos casos de Covid-19 na cidade.

Em alguns casos, o tempo de espera chegou a 10 horas, segundo relatos de pacientes. Foi o caso de Elaine Messias de Oliveira, 39, que na última segunda-feira (10) precisou ir ao Pronto Socorro com o filho de 15 anos que estava com sintomas gripais.

“Chegamos às 14h00, as recepcionistas avisaram que haviam três médicos atendendo, pensei que seria rápido, mas só fomos atendidos depois das 23h30″, disse. A versão é reforçada por Márcio Ferreira, 32, que no mesmo dia chegou por volta das 11h00 e saiu quase meia-noite.

“Eu estava com dor de cabeça, febre alta, dor no corpo e ânsia de vômito”, disse o paciente que também reclama sobre o atendimento unificado. “Pagamos nossos impostos para ficar sem atendimento médico, muita gente voltando pra casa sem conseguir passar pela consulta, onde isso vai parar?”, questionou.

Na manhã desta terça-feira (11), a situação ainda era bem complicada no local, com muita gente aguardando atendimento. E novas reclamações. Por volta das 14h00, Patrícia Paulino ainda aguardava o atendimento do filho de 10 anos com sintomas gripais – ela chegou às 8h30 ao local.

“Cada vez chegando mais gente, a sala de espera está lotada lá dentro, estamos esperando aqui fora, com chuva, com fome e frio. Precisamos de mais médicos”, protestou.

Ela reclamou ainda da limitação de 10 pacientes com sintomas gripais atendidos por dia em cada UBS (Unidade Básica de Saúde). Outra paciente, de 42 anos, também se queixou do atendimento após esperar cerca de oito horas.

“Estava com muita dor no peito e com falta de ar e nem ao menos fizeram o teste de Covid-19″, contou a mulher que preferiu não se identificar. Segundo apurado pela reportagem, ao longo da última segunda-feira (11) foram 643 atendimentos no Pronto Socorro do Hospital Municipal.

Tempo de espera no Pronto Socorro chega a 10 horas, relatam pacientes (Paulo Bellini/ItapiraNews)
  • MEDIDAS

A reportagem questionou a administração municipal sobre quais medidas estão sendo adotadas para reduzir o tempo de espera no Pronto Socorro e agilizar o atendimento dos pacientes diante do fluxo intenso no local, mas não houve retorno até o momento.

Por enquanto, o que há de concreto é a reabertura do Hospital de Campanha – ou Hospital de Solidariedade – anexo ao CVT (Centro de Valorização do Trabalho), conforme já antecipado pelo Itapira News na semana passada.

O espaço começará a receber pacientes a partir desta quarta-feira (12) para atendimento exclusivo a crianças de 0 a 14 anos e idosos a partir de 60 anos com sintomas gripais.

O local funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 18h00. Fora desse horário e aos finais de semana o atendimento novamente ficará centralizado somente no Pronto Socorro do Hospital Municipal.

  • UBS

Com relação à queixa sobre a limitação de atendimentos nas UBSs, a Prefeitura informou que em razão do aumetno da demanda o número foi estipulado “para que haja tempo hábil de atendimento, coleta de exames e envio do material para o Hospital Municipal”.

“Contudo, apesar dessa quantidade diária, os casos mais urgentes estão sendo atendidos mesmo acima desse número de atendimentos ao dia. Estão sendo estudadas alternativas para melhorar esse atendimento de Síndromes Gripais nos postos, mas sem prejudicar os outros atendimentos da UBSs”, destacou nota da assessoria.

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