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A Prefeitura de Itapira suspendeu o pagamento do subsídio escolar pago mensalmente a estudantes universitários que se deslocam para instituições de ensino localizadas em outras cidades.

O repasse referente ao mês de abril, que deveria ter sido depositado no final de maio, ainda não caiu na conta dos alunos beneficiados pelo programa mantido pela Secretaria Municipal de Educação.

Segundo a administração, o motivo está diretamente relacionado à suspensão das aulas provocada pela pandemia de coronavírus, já que o decreto que regulamenta o subsídio prevê o reembolso dos valores despendidos com o transporte de Itapira até a cidade de destino do estudante.

A suspensão, contudo, gerou reações entre os estudantes que contam com o benefício. É que, mesmo sem aulas, eles ainda continuam arcando com os valores contratados junto aos transportadores.

“Não estamos indo na faculdade, mas estamos pagando a mensalidade para os proprietários do transporte e também alguns alunos estão com metade do salário cortado devido à pandemia. Fico triste em saber que no momento que estamos passando, ainda temos que enfrentar mais esse problema, talvez para eles o valor que recebemos não seja nada, mas para nós ajuda muito”, diz a estudante Amanda de Cássia Honório, 22, que cursa Química em Araras (SP).

A reportagem do Itapira News recebeu diversas mensagens relacionadas ao tema, todas de estudantes que disseram ter sido pegos de surpresa com a suspensão dos repasses.

“A Prefeitura não fez o pagamento mesmo com os comprovantes de pagamento do transporte. As aulas presenciais estão suspensas, porém os pagamentos continuam ocorrendo”, enfatiza outra estudante, Isabela Pereira de Lima, 23, que estuda Ciências Econômicas também em Araras.

  • QUESTÃO LEGAL

À reportagem, a assessoria de imprensa da Prefeitura destacou que os pagamentos referentes a fevereiro e março foram devidamente realizados aos estudantes, mas confirmou que o repasse de abril está retido.

A liberação ou não do benefício, ainda segundo a Prefeitura, ainda dependerá de análise pela Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos e Cidadania. “A Secretaria Municipal de Educação aguarda o parecer jurídico”, informou a nota. A Prefeitura não deu um prazo para que a questão seja definida.

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