Rodrigo e Luana já estavam presos preventivamente há mais de um ano (Arquivo)
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A Justiça de Itapira expediu a sentença condenatória do casal Rodrigo Fernando dos Reis e Luana Cristina Lopes, presos em fevereiro de 2016 acusados de assassinar o jovem Wellington Diogo Nunes Izidoro. Juntas, as penas totalizam 48 anos, seis meses e 12 dias de reclusão. A decisão da 2ª Vara da Comarca foi publicada no DJSP (Diário de Justiça de São Paulo) no último dia 25.

Rodrigo foi condenado a 25 anos, dois meses (e 12 (doze) dias de prisão, enquanto que Luana pegou 23 anos e quatro meses. De acordo com a sentença, os réus deverão cumprir suas penas, inicialmente, em regime fechado, “tanto em razão da quantidade das penas aplicadas, quanto pela gravidade dos crimes, perpetrados com crueldade e frieza”. Eles foram condenados por latrocínio – roubo seguido de morte – já que se apoderaram do carro da vítima após o crime.

O casal foi preso pela Polícia Civil no dia 16 de fevereiro do ano passado e confessou o crime. Eles foram encontrados em um imóvel na Vila Ilze pelos investigadores Daniel e Cássius após investigação do SIG (Serviço de Investigações Gerais). Juntos, Rodrigo e Luana, ambos de 19 anos à época, mataram com marteladas Wellington Diogo, que tinha 28 anos. O jovem desapareceu depois de receber um telefonema quando estava no Parque Juca Mulato. Na investigação, a polícia concluiu que o casal armou uma emboscada para a vítima, de quem Rodrigo sentia ciúmes.

Em conjunto com Luana, sua amásia, o acusado atraiu Wellington até sua casa, na Rua Espanha, onde foi cruelmente atacado. Depois do homicídio, os dois colocaram a vítima em seu próprio carro e levado até uma ponte que dá acesso ao bairro rural do Rio Manso, atirando o corpo nas águas do Rio do Peixe. O corpo somente foi encontrado após quase 20 dias da data do desaparecimento. O veículo foi vendido a terceiro em Mogi Guaçu. Na decisão, a juíza Hélia Regina Pichotano desta que a forma com que o crime foi cometido indica, “de forma concreta, a maior periculosidade” dos réus. “Não fazem eles jus à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos por expressa vedação legal, já que os delitos foram praticados mediante grave violência exercida, além de serem as penas superiores a quatro anos”.