Morte de policial em ação de ladrões aconteceu em julho de 2019 em Itapira (Arquivo/Divulgação)

O julgamento dos réus acusados de participação no assassinato do policial militar Alan de Souza Melo, ocorrido no dia 29 de julho de 2019 em Itapira, terminou com a condenação de todos os envolvidos no crime, com sentenças que somam mais de 250 anos de prisão.

A pena mínima estabelecida para cada um deles é de 33 anos, cinco meses e 10 dias, além de multa.

Dois dos acusados receberam penas maiores – 33 anos, cinco meses e 10 dias e, no caso de um dos indivíduos que atirou no policial, 44 anos, 10 meses e 24 dias.

A sentença saiu no dia 19 de maio, assinada pela juíza Hélia Regina Pichotano, que acolheu a denúncia apresentada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) sob a tutela da promotora Patrícia Taliatelli Barsottini, da Promotoria de Justiça de Itapira.

A Justiça acolheu a denúncia por crimes de associação criminosa armada, latrocínio e corrupção de menores, já que uma adolescente também participou da ação.

“Nada pode substituir uma vida e a dor da família da vítima, mas dentro do que prevê a nossa legislação, entendo que a Justiça foi feita”, disse a promotora em entrevista ao Itapira News.

Um dos envolvidos no crime, Marcelo Barbosa Guslafer, vulgo ‘Véio’, morreu em março de 2020 ao ser baleado durante tentativa de assalto ocorrida em uma área rural entre Mogi Guaçu e Estiva Gerbi.

Ele era apontado como o mentor da ação que terminou com a morte do policial de 29 anos. O crime aconteceu durante a madrugada do último dia do Itapira Rodeio Show, evento que acontecia no Recinto Agropecuário, na Vila Penha do Rio do Peixe.

PM Melo morreu aos 29 anos, deixando esposa grávida, ao tentar evitar assalto no recinto (Arquivo/Divulgação)

Melo, que era natural de Bandeira do Sul (MG) e morava em Itapira há quatro anos, onde atuava na 3ª Cia da Polícia Militar, havia ido à festa e percebeu um roubo em andamento contra o trailer que gerenciava a parte financeira da praça de alimentação.

Ele retornava do banheiro e tentou intervir para evitar o assalto, mas acabou sendo baleado com ao menos dois tiros no peito disparados por dois dos criminosos. O policial morreu na hora, deixando a esposa que estava grávida.

Os autores dos disparos, Vitor Eduardo Alves e Bruno Malagueta, foram condenados a mais de 33 anos e 44 anos de prisão, respectivamente. Leonardo Augusto Teixeira foi condenado em mais de 38 anos de prisão.

Já Mary Ellen Adorno, Natalie Maria Ferreira, Lucas de Souza Pereira, além de F. F. – que conseguiu habeas corpus e está recorrendo em liberdade – também tiveram pena estabelecida em mais de 33 anos.

Com exceção de F. e do acusado que morreu durante o processo, todos os demais já encontram presos. Segundo a promotora, ele teve a prisão preventiva substituída por medidas cautelares por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

“Agora, em razão de estar em liberdade, foi autorizado que apele nessa condição”, explica. Ainda de acordo com ele, com a soltura foi autorizada por tribunal superior, somente o MPF (Ministério Público Federal) poderá propor medida recursal.

“Essa situação dele durará até a sentença condenatória transitar em julgado, quando então será expedido mandado de prisão para cumprimento da pena”, finaliza. Na ocasião do crime, os criminosos usaram armas que teriam sido repassadas por outro comparsa, não identificado, por meio das cercas do recinto.

Eles roubaram cerca de R$ 80 mil, segundo depoimento das vítimas, além de celulares e alianças. Na troca de tiros, um dos criminosos – Bruno – também foi baleado na perna. Mary Ellen tentou tirá-lo do local, mas ambos foram presos em flagrante.

Os demais participantes foram presos nas horas e dias seguintes ao crime, que ganhou grande repercussão na mídia nacional e gerou muita comoção na cidade. O policial foi sepultado no dia seguinte, 30 de julho, em sua cidade natal.

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