Nil chegou à Penha no caminhão da Brigada de Incêndio e foi muito aplaudido pelos colegas (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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As dependências da empresa Penha S/A foram tomadas por um clima de alegria e emoção na tarde desta segunda-feira (8), com o retorno de um funcionário que permaneceu quatro meses internado em decorrência das complicações da Covid-19.

Adenilson Martins, popularmente chamado de Nil, tem 44 anos e trabalha há 25 anos na empresa itapirense.

Ele foi carinhosamente recepcionado por diretores e colegas de trabalho após a longa batalha contra a doença, que envolveu internações em dois hospitais, além de uma clínica de recuperação.

A produção chegou a ser momentaneamente paralisada para que cerca de 500 colaboradores se reunissem no pátio no momento em que Nil chegou, no caminhão da Brigada de Incêndio da Penha, junto da esposa Bruna Yohana Martins, 27, a filhinha Mariane Martins de apenas um ano e cinco meses.

Diretores da empresa recepcionaram o colaborador: celebração da vida (Paulo Bellini/ItapiraNews)

O presidente da Penha, Carlos Edson Shiguematsu, também participou da cerimônia e, inclusive, foi o primeiro a cumprimentar o colaborador no retorno à empresa.

“É muita emoção, estou muito grato por tudo isso. Tanto eu quanto minha família, jamais vamos nos esquecer disso”, disse o funcionário sem conter as lágrimas.

“A empresa é sensacional, tenho 25 anos aqui e sempre me trataram muito bem, estou criando minha filha e construindo minha casa por conta deles, fora tudo que eles fizeram por mim durante esse período”.

Nil retornou ao trabalho após receber alta no final de outubro, totalmente recuperado (Paulo Bellini/ItapiraNews)
  • HOSPITALIZAÇÃO

Nil foi internado no dia 26 de junho com diagnóstico positivo para coronavírus. Após uma semana no Hospital São Francisco, em Mogi Guaçu (SP), o quadro se agravou e ele deu entrada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Posteriormente acabou transferido para o Hospital Sepaco (Serviço Social da Indústria de Papel, Papelão e Cortiça do Estado de São Paulo). Durante o período de internação, ele chegou a ser intubado e submetido a procedimento de traqueostomia.

Com a evolução no tratamento, ele foi transferido para uma clínica de resguardo, também em São Paulo (SP), onde permaneceu até receber alta médica no dia 28 de outubro.

Apesar das graves complicações, Nil deixou os meses de hospitalização sem nenhuma sequela. “O pulmão dele ficou 90% comprometido, e ainda assim ele está aqui agora, vivo e sem sequela alguma”, conta José Roberto Muniz, supervisor em Segurança e Medicina do Trabalho da Penha.

Durante todo o período de hospitalização, o funcionário e sua família receberam apoio financeiro e emocional por parte da empresa. “O Grupo Penha deu todo o suporte possível para fazer com que essa história tivesse um final feliz. Isso demonstra muito sobre os nossos valores”, disse.

  • TEMPOS DUROS

A esposa de Nil conta que ele sempre foi uma pessoa saudável e não fazia parte do grupo de risco. “Foi um choque quando vimos a situação dele piorando, ainda mais que faltava somente uma semana para a vacina chegar na idade dele”, diz.

De acordo com ela, o apoio prestado pela empresa foi fundamental para que a família conseguisse enfrentar os dias mais duros. “Fomos vivendo um dia de cada vez. Todo o suporte da Penha foi essencial, se não fosse a empresa não teríamos esse final feliz que tivemos”, completa Bruna.

Bruna e Mariane, esposa e a filhinha de Nil (Paulo Bellini/ItapiraNews)

O diretor administrativo de Embalagens da Penha, David Anunciato, lembrou que felizmente o Grupo Penha não registrou nenhum óbito de colaborador provocado pela Covid-19 e reforçou que os funcionários que se contaminaram e apresentaram sintomas graves receberam total suporte durante o tratamento.

“Por sermos um serviço essencial, não podíamos parar, mas adotamos todos os cuidados necessários tanto para que os colaboradores não contraíssem a doença, quanto durante a recuperação de quem acabou se contaminando”, completa Marco Aurélio Rotoly, diretor administrativo da empresa.

“Na nossa empresa, o mais importante são nossos colaboradores e seus familiares, não importa o problema que eles estejam enfrentando, estamos sempre apoiando e dando total suporte”, reforça Rubelene Galvão Albano, diretor industrial.

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