Protesto reuniu cerca de 60 pessoas no Parque Juca Mulato
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O ato convocado para a tarde desta terça-feira (3) em protesto contra a concessao de habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva refletiu em Itapira, ainda que de forma tímida.

Um grupo de aproximadamente 60 pessoas promoveu uma manifestação rápida no Parque Juca Mulato – confirmando o movimento divulgado também timidamente ao longo do dia, somente por meio de mensagens em redes sociais.

A ação, noticiada como incerta no início da tarde, se reverteu na presença de homens e mulheres que entoaram o Hino Nacional e gritaram palavras de ordem como “Lula na cadeia”, “Sérgio Moro” e “Brasil”.

Os manifestantes caminharam pelo entorno do principal cartão postal do município, só não concluindo a volta completa no logradouro por terem preferido cruzar o parque pelo meio – estratégia para encurtar o caminho e fugir da chuva que se aproximava. Bandeiras e camisas do Brasil, além de algumas poucas cornetas e apitos, compuseram o figurino escolhido pelo grupo com pouca presença de jovens.

Para organizador, ato cumpriu objetivo de “representar a cidade”

O baixo número de participantes não foi um problema, tampouco uma surpresa, segundo um dos organizadores do ato, o industriário Mário Augusto Pocai, 62. “Esta manifestacao é para a cidade não passar em branco. Itapira fez alguma coisa e registrou sua participacao junto a inúmeras cidades do Brasil que estão protestando hoje”, disse à reportagem.

O ato começou às 18h00 com concentração defronte à Rua Ribeiro de Barros. Às 18h15 o grupo saiu em caminhada, que durou menos de 15 minutos, sendo encerrado por volta das 18h30. Não houve presença de viaturas acompanhando a manifestação e o trânsito não foi prejudicado, já que a caminhada ocorreu somente pelas calçadas do parque.

  • NACIONAL

Em todo o país, o Movimento Vem Pra Rua – responsável pela convocacao dos protestos – organizou atos oficiais em cerca de 100 cidades. O ex-presidente Lula foi condenado em segunda instância pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) a 12 anos e um mês de prisão em um dos casos de corrupção no qual é réu. As manifestações acontecem um dia antes do STF (Supremo Tribunal Federal) julgar o pedido de habeas corpus preventivo.