Caso agora é tratado como homicídio duplamente qualificado pela Polícia Civil (Paulo Bellini/ItapiraNews)
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A Polícia Civil de Itapira descartou a hipótese de legítima defesa no caso envolvendo a morte de Rafael Narciso Scholz, de 31 anos, ocorrida na madrugada do último dia 14 em Itapira.

Segundo o delegado titular Anderson Cassimiro de Lima, a investigação conduzida pelo SIG (Serviço de Investigações Gerais) derrubou a versão apresentada pelo autor dos disparos que mataram a vítima, de que ele teria reagido a uma possível tentativa de assalto.

O pedido de prisão preventiva foi acatado pelo Poder Judiciário, e, segundo o delegado, agora o homem já figura como procurado, uma vez que as tentativas de cumprimento do mandado ainda não tiveram sucesso.

Ao longo das investigações, o acusado se apresentou à Polícia Civil e informou ter agido em legítima defesa. “Já tínhamos pedido a prisão temporária, que foi impedida em razão da estratégia do investigado, que compareceu à Delegacia de Polícia apresentando sua versão dos fatos”, disse o delegado.

De acordo com ele, após o interrogatório e com o material que já havia sido colhido pela Polícia Civil foi possivel determinar o indiciamento formal do acusado. “A partir disso foram realizadas diligências complementares que deram segurança ao relatório final que imputou ao investigado a autoria de um homicídio duplamente qualificado, derrubando por terra a versão apresentada por ele”, frisou.

Caso aconteceu na madrugada do dia 14 em Itapira (Paulo Bellini/ItapiraNews)
  • SUPOSTO ASSALTO

O crime aconteceu na Avenida Comendador Virgolino de Oliveira, na região da Vila Izaura. Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades mostram que dois carros param na via e um homem vai até a janela de um dos veículos.

Logo em seguida ocorrem os disparos – três, ao todo, que atingiram o antebraço, costas e peito da vítima, que morreu no local. Os dois veículos, então, deixam o local, cada um tomando rumo diferente.

No dia do ocorrido, passou a circular uma versão de que o atirador teria reagido a uma suposta tentativa de assalto. Muitos comentários em redes sociais, inclusive, reforçaram a hipótese, manifestando apoio ao autor dos disparos.

A mesma versão foi apresentada pelo acusado à Polícia Civil, mas agora descartada pela investigação. “Na prática, a defesa apresentada foi quebrada, item por item, com o serviço de investigação e o serviço cartorário da Polícia Civil. Já fizemos diligências para realizar a prisão, mas até agora ele encontra-se em local incerto e não sabido”, finalizou o delegado.

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