Polícia Civil de Itapira vai investigar origem de mensagens ameaçadoras (Arquivo/Itapira News)
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As mensagens com supostas mensagens de ataques a escolas de Itapira, que viralizaram nas redes sociais e geraram grande temor da população nesta semana, serão alvo de inquérito instaurado pela Polícia Civil.

O delegado titular Anderson Cassimiro de Lima confirmou que o SIG (Serviço de Investigações Gerais) vai conduzir uma investigação com o objetivo de identificar os autores das mensagens que, inclusive, provocaram alterações no atendimento de algumas unidades escolares da cidade.

“Nós colhemos as informações na internet e podemos pedir a quebra de sigilo tanto de aplicativos quanto de telefone para descobrir quem começou com essas mensagens”, disse a autoridade policial.

O comandante da Polícia Militar em Itapira, tenente Fábio José Vieira, também comentou o assunto e classificou as mensagens ameaçadoras como “brincadeira de mal gosto”. “Estamos monitorando a situação e reforçamos o policiamento. É uma brincadeira de mau gosto devido ao atentado que aconteceu em Suzano”, afirmou.

O delegado concordou com o colega PM. “É uma brincadeira de péssimo gosto”, resumiu. Segundo a SSP/SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), até a tarde de ontem nenhum boletim de ocorrência havia sido registrado na Delegacia de Polícia relacionado às supostas ameaças.

“A Polícia Militar intensificou as ações de policiamento preventivo já existentes no entorno do perímetro escolar. Além da Ronda Escolar, que já mantém contato com a direção dos estabelecimentos de ensino, os demais programas de patrulhamento como Rocam, Força Tática, radiopatrulhamento e comunitário estão com a atenção voltada aos chamados por instituições de ensino. A Polícia Civil informa que, até o momento, não localizou registros dos casos mencionados pela reportagem”.

Os registros de mensagens com supostas ameaças a escolas estão circulando em várias cidades após o ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). Há pouco mais de uma semana, um adolescente de 17 anos e um jovem de 25 invadiram a unidade e abriram fogo, matando oito pessoas e cometendo suicídio em seguida. Em várias cidades já foram detidos ou apreendidos adolescentes responsáveis por criar as mensagens e disseminá-las em redes sociais, provocando ainda mais pânico na população já abalada com tanta violência e tragédia.