Peritos e investigadores participaram da ação (Paulo Bellini/Itapira News)
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A Polícia Civil fez na manhã desta quarta-feira (29) a reprodução simulada do crime que ceifou a vida do comerciante Sebastião Santos, de 67 anos, conhecido por Goiano.

Ele foi assassinado a tiros na noite do dia 21 de dezembro em sua chácara, no final da Rua Bolívia, região do Cubatão.

Os disparos foram feitos por indivíduos que teriam invadido a propriedade para roubar seu dinheiro – eles fugiram com cerca de R$ 1,6 mil.

O caso, inicialmente, foi registrado como latrocínio – roubo seguido de morte. A reportagem, entretanto, apurou que a hipótese de execução não está descartada pelas autoridades.

“As linhas de investigação ainda estão abertas, sem descartar neste momento quaisquer das possibilidades que motivaram o crime. O SIG vem se debruçando no caso com levantamento de provas, evidências e imagens a fim de estabelecer autoria delitiva”, disse o delegado Anderson Cassimiro de Lima.

Idoso de 67 anos foi morto durante suposto assalto (Paulo Bellini/Itapira News)

Familiares da vítima que residem em Goiás acompanharam a reprodução simulada do crime e clamaram por justiça. Foi a segunda viagem em uma semana – eles também vieram para o funeral.

Os trabalhos policiais foram conduzidos por investigadores do SIG (Serviço de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Itapira junto de peritos do IC (Instituto de Criminalística).

Um advogado da família da vítima também acompanhou os procedimentos que visam reproduzir os momentos que antecederam o crime para esclarecer eventuais pontos da investigação mediante cenas simuladas.

“A reprodução simulada dos fatos vai demonstrar uma visão mais ampla do acontecido, aproveitando os detalhes apresentados por cada uma das testemunhas. É uma forma de eliminar possibilidades e focar em uma linha de investigação mais direta e com maior probabilidade de sucesso”, frisou o delegado.

  • PREMONIÇÃO

Segundo uma sobrinha, Goiano era um homem pacato, tranquilo e sem inimizades. Emocionada, ela disse que ele chegou a visitar a família em Goiás cerca de um mês antes da morte e pareceu ter tido uma premonição.

“A mãe tem quase 92 anos e ele foi visitar a gente e disse que havia sonhado que alguém da família tinha morrido, mas não sabia quem pois tinha fumaça no rosto. A gente até se planejou para passar o fim do ano com toda a família reunida por causa disso”, contou.

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