Policiais da DIG e da Seccional fizeram investigação conjunta com o DEIC (Reprodução/Tribuna do Guaçu)
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Policiais da DIG e da Seccional fizeram investigação conjunta com o DEIC (Reprodução/Tribuna do Guaçu)
Policiais da DIG e da Seccional fizeram investigação conjunta com o DEIC (Reprodução/Tribuna do Guaçu)
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A Polícia Civil descobriu a autoria das ações de roubos a caixas eletrônicos em uma empresa farmacêutica de Itapira e em um supermercado de Mogi Guaçu.

A quadrilha que atuou nesses locais é a mesma, segundo informou a Polícia Civil, que trabalhou nos casos por meio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e pela Delegacia Seccional de Mogi Guaçu. “Não há dúvida que foi essa quadrilha que explodiu os dois caixas eletrônicos daqui e em Itapira”, disse, em entrevista coletiva, o delegado seccional José Antônio Carlos de Souza.

De acordo com ele, a quadrilha também explodiu um caixa eletrônico em Uberlândia (MG) antes de se deslocar para Mogi Guaçu, onde atacaram o caixa do Supermercado Big Bom no Parque Cidade Nova. Após o crime no município guaçuano, o delegado da cidade mineira telefonou para Souza, contou do roubo que havia acontecido lá e pediu para que fosse verificado se o veículo utilizado em Uberlândia era o mesmo usado em Mogi Guaçu.

A partir da investigação feita em conjunto foi descoberto que a quadrilha era muito grande e que para desmantelá-la havia necessidade de auxílio de outras delegacias. Passaram então a trabalhar no processo de investigação, além da Delegacia Seccional e da Delegacia de Uberlândia, a DIG de Mogi Guaçu e a 5ª Delegacia de Roubo à Banco do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), de São Paulo (SP).

De acordo com a delegada titular da DIG, Edna Elvira Salgado Martins, em junho dois integrantes da quadrilha foram presos em um roubo de caixa eletrônico em Limeira (SP). A mesma quadrilha explodiu caixas eletrônicos em Guarulhos (SP), Cajamar (SP) e em São Paulo, no Morumbi, e também na USP (Universidade de São Paulo). Souza afirmou que o “modus operandi” da quadrilha era sempre igual: eles chegavam com fuzis para fazer a contenção de longe do alvo e outra equipe explodia o caixa eletrônico.

Outra característica observada é que após o crime, os integrantes que participavam da ação ficavam por um tempo na cidade. Nos roubos em Mogi Guaçu, integrantes da quadrilha utilizaram uma chácara para se esconder. O delegado informou que o inquérito aponta a provável participação de pessoas da cidade nos crimes. Outro ponto comum nos roubos, segundo o delegado, é que a quadrilha usava veículos regularizados para efetuar a fuga e depois, em local distante do crime, era feita a troca por outro automóvel de placa fria. Segundo o delegado seccional, foi instaurado um inquérito-mãe no DEIC para apurar a associação criminosa.

EM ITAPIRA

Os policiais da DIG estavam no encalço dos bandidos durante a invasão à empresa Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos, ocorrida em novembro, mas perderam a pista da quadrilha no momento da troca de veículos. Após dois dias da ação em Itapira, a quadrilha realizou um roubo na zona oeste de São Paulo, próximo à Rodovia Raposo Tavares. Neste dia, 16 pessoas foram presas. Dos 28 integrantes da quadrilha, 25 estão presos: 16 em São Paulo, seis com mandado de prisão temporária, dois em Limeira e um em Mogi Guaçu. “É um trabalho da DIG e do setor de inteligência da Seccional”, afirmou o delegado.

A delegada contou que a DIG participou da operação em São Paulo que cumpriu oito mandados de busca onde foram apreendidos seis fuzis, uma pistola, um revólver que foi roubado de um vigia do Cristália, 12 coletes à prova de bala – também sendo um da equipe de segurança da empresa, 30 quilos de explosivos e cinco veículos blindados. Em Mogi Guaçu foram apreendidos dois automóveis blindados. Até agora já foram identificados oito bandidos que atuaram em Mogi Guaçu e dois em Itapira. O delegado disse que existe uma prova contundente de que as munições que foram utilizadas em Mogi Guaçu eram as mesmas empregadas em São Paulo e Uberlândia. De acordo com ele, a maioria das pessoas presas já contava com antecedentes criminais por roubo. (Colaborou: Tribuna do Guaçu)