Sala de comando funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, no centro da Capital (A2 Imagens/Divulgação)
Publicidade - Anuncie aqui também!
Sala de comando funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, no centro da Capital (A2 Imagens/Divulgação)
Sala de comando funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, no centro da Capital (A2 Imagens/Divulgação)
Publicidade - Anuncie aqui

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quarta-feira (23) que policiais militares vão intensificar o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti nos horários em que estiverem de folga. Eles vão atuar para reforçar uma força-tarefa que reúne a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, Defesa Civil e Exército.

Além da medida, foi criada a Sala de Comando e Controle Estadual das Arboviroses, que vai monitorar o mosquito e a evolução das doenças transmitidas por ele (dengue, chicungunya, zica vírus e febre amarela). A sala de comando funcionará no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, no bairro da Luz, na capital paulista. “Autorizamos hoje mais mil policiais militares, através da Degem [Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar]. Nenhum policial vai sair da sua tarefa de policiamento em segurança pública. Ele [policial] terá uma jornada extra, que o governo vai pagar para trabalhar no combate aos criadouros para matar o mosquito”, disse Alckmin.

Os mutirões serão iniciados em janeiro, em 20 municípios considerados prioritários, segundo critérios de infestação e transmissibilidade: Campinas, Araçatuba, Ibitinga, Bauru, Tupã, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, São Vicente, Guarujá, São Sebastião, Ourinhos, Andradina, Birigui, Fernandópolis, Sertãozinho, São José dos Campos e Guaíra, além da Capital. “O combate final é eliminar o mosquito, 85% dos criadouros estão nas residências, então são fundamentais as igrejas, as escolas, a sociedade civil organizada ajudarem nesse trabalho, cada um fazendo a sua parte”, afirmou o governador.

O estado de São Paulo está entrando na terceira fase de testes para produzir a primeira vacina brasileira contra a dengue. No início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) autorizaram o pedido do governo estadual para o início da terceira fase de testes. Essa etapa contará com a ajuda de 18 mil voluntários em 12 estados brasileiros. O estado teve mais de 700 mil casos de dengue neste ano. A criação da sala para o enfrentamento da proliferação da doença foi defendido na semana passada pelo Conselho de Secretários Municipais, que se reuniram na capital paulista, como medida para contribuir com a uniformização da divulgação de dados sobre as doenças e discutir as dificuldades orçamentárias dos municípios para as ações de combate